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sábado, 24 de agosto de 2013

Desecrated Sphere - Emancipate (2013)


Sempre que menciono o Desecrated Sphere, lembro dos poloneses do Decapitated, por motivos óbvios. O Desecrated Sphere possui identidade forte e própria, e a menção dos poloneses servem apenas para dar um norte àqueles que nunca ouviram o som desses caras.

Well, "Emancipate", novo disco do grupo, trata-se de uma orgia de riffs irrequietos, descorados e sem vida. Pode ser que minhas palavras, a princípio, sejam um pouco pejorativas, mas dentro do contexto proposto de Technical Death Metal, faz total sentido e pode ser interpretado como elogio. E de fato é.

Depois da introdução "Reconnective", os tímpanos começam a ser açoitados pela "Transcending Materialism", que segue uma estrutura mais linear, em termos de bateria e vocal, embora possua riffs bem quebrados de guitarra. "Departure From Flesh" exibe guitarras mais ousadas. As canções serpenteiam entre cavalgadas e arranjos quebradiços, abençoados pelo vocal doentio. Pontos altos na empolgante "Source Of Disassociation", e "Eca", que ganha um contorno notório pela porradaria e riffs bem trabalhados.

Os esforços individuais de cada integrante resultam num véu de desempenho e competência invejável. Mais um grande trabalho para provar o que o underground brasileiro tem de melhor. Hail!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Carcass - Surgical Steel (2013)

"Fiquei muito feliz com o novo lançamento do Carcass."
 - Comentou Roseli, emocionada, em entrevista ao G1. 



Quando o baterista Ken Owen do Carcass sofreu uma hemorragia cerebral, e com o guitarrista Michael Amott aliado ao Arch Enemy, muitos fãs de Metal Extremo acharam que seria difícil ver a banda na ativa novamente. No entanto, a banda recomeçou as atividades tocando em alguns festivais em meados de 2007, com os remanescentes Bill Steer e Jeff Walker. Neste ano de 2013, estamos presenciando o lançamento de uma das bandas pioneiras no estilo. O disco intitulado "Surgical Steel", caudaloso em melodias e momentos de brutalidade, nos remete a identidade presenciada em "Heartwork", que porém vinha sendo construída desde "Necroticism - Descanting The Insalubrious", o divisor de águas da banda. O "Surgical Steel" destaca-se pelo vocal rasgado de Jeff Walker, o que já era esperado pelos fãs - mas que nem por isso pode deixar de ser mencionado -, pelos ritmos melódicos na guitarra, e pela bateria que por muitas vezes é o responsável maior pela brutalidade nas canções. Ponto forte do disco na canção "The Master Butcher`s Apron", "Unfit For Human Consumption", que possui trechos brutais lindos, e "Trasher`s Abattoir", a responsável por espancar tímpanos desatentos logo de cara. Arrisco a dizer que esta última, possui grunhidos que nos remete, por alguns milésimos de segundos, aquela sujeira linda e charmosa de “Symphonies Of Sickness”. 

Mas de resto, fica bem longe dos primeiros registros da banda. Talvez "Surgical Steel" tenha ficado menos orgânico que os anteriores, mas não que seja um ponto negativo - neste caso. O Carcass é uma banda que já provou ser do caralho a muitos anos atrás. Acredito que muitos fãs de Metal Extremo estarão realmente satisfeitos com o lançamento, e de por fim, ver o Carcass brandir a espada novamente com inéditas. 



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Brutal Faith: Brutal Faith (Hellmastered Edition) (2013)



O então novo e velho digníssimo disco do Brutal Faith ganha relançamento “Hellmasterizado”, treze anos após seu nascimento. O Brutal Faith se debruça no Thrash Metal. Contudo, dotado de cunho experimentalista, o disco exibe contornos e dimensões mais amplas. Com levadas características do grupo, a canção “Resistance”, em opinião própria, merece respeitável atenção com levadas bem legais, e com solos de guitarra em frenesi, a canção instiga o ouvinte. Destaque para “Get Up Wake Up”, que exibe um andamento mais groove e arrastado, assim como é reconduzido posteriormente em “Freedom Mind”. As canções “Bitch” e “Radio Freak” ganham um caráter cíclico e irrefreável de levadas, que caem como luvas aos bons ouvintes de Thrash. No entanto, em “Time We Live In” o grupo demonstra maturidade ao mostrar uma canção mais séria e reflexiva. Destaque também para "Inner Conflict" e “Burning Ground”, que com um andamento mais pausado e agressivo, os integrantes acertam em cheio na mão, não poupando frenesi. Por fim, o disco conta com a nova e poderosa “Why Me”, e um cover do Metallica, “Jump In The Fire”.

Através de uma irrefreável e infatigável empolgação, atrelada à inspiração, os músicos do Brutal Faith demonstram técnica e versatilidade; contudo, e em opinião própria, mais importante que tudo isso, é possível enxergar de fato o velho espírito Rock and Roll, onde há momentos em que simplesmente, a única coisa que importa é tomar uma cerveja, e ter um bom disco para bater cabeça. 

Nota: 9,0


domingo, 15 de abril de 2012

Desecrated Sphere - The Unmasking Reality (2011)


Acredito que o mais difícil de se estabelecer em uma banda de Technical Death Metal é o entrelaçamento entre o técnico e a melodia. Normalmente a velocidade dos sweeps e tappings, e palhetadas fritadas em riffs medonhos espantam e excitam os ouvintes de música extrema, e a melodia acaba sendo deixada um pouco de lado, em consequência do frenesi das músicas brutais e técnicas. 


No entanto, o Desecrated Sphere consegue manter a brutalidade musical, os arranjos técnicos, e acima de tudo, uma melodia intrigante. Embora as minhas palavras ditas anteriormente no primeiro parágrafo, não se apliquem necessariamente ao Desecrated Sphere - ou se aplicam em parte -  achei válido o mencionamento, para que os leitores tomem noção da dimensão da coisa. Portanto, o Desecrated Sphere trata-se de um ponto de encontro entre três vertentes: a brutalidade, a melodia e a técnica, algo que pode espantar qualquer ouvinte de música extrema inicialmente, devido ao tamanho profissionalismo desses caras, e por se tratar de uma banda relativamente "nova".


Aqui pode-se encontrar influências claras de bandas como Obscura e Decapitated, onde arrisco a dizer que o Desecrated Sphere mantém uma característica de música progressiva, o que poderíamos chamar de Techinal Progressive Death Metal, algo bem semelhante e especialmente ao Decapitated, embora possua personalidade forte, com características próprias. 


O disco "The Unmasking Reality" começa com uma introdução suave, intitulada "Unnatural Transformation", que dá abertura para a canção "Ruin", que literalmente deixa os tímpanos em ruínas, pois tamanha a brutalidade da música. Destaque para "Gospel is Dead", que possui andamento pausado e um arranjo bem elaborado e planejado, canção o qual já mereceu um vídeo clipe oficial do grupo. Destaque também para "No Paradise Waits" que possui ritmo mais cadenciado e viscoso, com utilização dos harmônicos de guitarra que dão um toque especial à canção. À parte de alguns momentos de cadenciamento e andamento pausado, todas as músicas se resumem em um porradeiro estúpido e irrefreável.


É válido reafirmar o talento de todos os membros do Desecrated Sphere, que desempenham seus respectivos papéis com vigor, inclusive o baixista José Mantovani, que faz questão de deixar claro seu talento com as quatro cordas em todas as canções. Ao contrário de muitas outras bandas que deixam seus futuros em dúvida, o Desecrated Sphere mostra em seu primeiro registro extremo profissionalismo, deixando subentendido um futuro promissor, porém sem muitas surpresas e sem muitas delongas: uma carreira bem sucedida de porradeiro débil e selvagem.


Nota: 9,5 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Deformed Slut - Stench Of Carnage (2011)


Deformed Slut, banda responsável por um Death Metal esganiçado, puro e irrefreável, demonstra uma proposta bem sólida. "Stench Of Carnage" consegue resgatar a mesma natureza e sentimento de carnificina dos primeiros discos de Death Metal do final dos anos 80 e começo dos anos 90, elemento que vêm sido relativamente esquecido no moderno Death Metal, ou talvez não esteja sendo aplicado com tanta eficiência e insanidade quanto o Deformed Slut tem usado.


"Necrobscurity Necrophile" é a primeira faixa da canção, onde Adriano Sekne (Vocal) exibe vigorosamente seu rosnado amargo, e Alexandre (Guitarra / Baixo / Bateria programada) fica à cargo do restante da devastação sonora. Esta faixa possui momentos cadenciados entrelaçados a andamentos quebrados e arrastados. "Rotten Mutilated Devoured" possui influências que me lembram muito o disco "Tomb Of Mutilated" do Cannibal Corpse; uma canção mais trabalhada tecnicamente, com relação à faixa anterior.


"The Monstruous Monochromatism" possui andamento bem viscoso, arrastado e obscuro, com quebradeira intercalada esporadicamente ao longo da canção. "Disemboweled" começa em cadenciamento, e recaindo em porradeiro posteriormente, onde Adriano abusa do rosnado possesso e desumano. "Gun Of Annihilation", um dos pontos altos do disco, possui natureza mórbida e riffs ríspidos. A auto intitulada "Stench Of Carnage" possui um arranjo bem calculado; destaque para os harmônicos de guitarra. "Cadaveric Carcass", outra excelente canção, que exibe cadenciamento entrelaçado a momentos arrastados. Sem muitas surpresas, porém com o mesmo vigor, "Slashing Your Flesh (In Fillet)" encerra o disco com uma dualidade de momentos arrastados e quebradeiros. 


Não há muito o que dizer sobre o "Stench Of Carnage" do Deformed Slut: apenas mais um excelente disco de puro (puro mesmo!) Death Metal. Sem sombras de dúvida, este disco torna-se essencial para aqueles que curtem um Death Metal tradicional, com muitas influências da velha escola, e com uma ótima produção.


Nota: 9,5

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mistrust - March To Hell (2011)


A Mistrust, banda de Heavy Metal tradicional do Rio de Janeiro, lançou seu EP intitulado "March To Hell", contendo três canções. "March To Hell" possui bastante articulação entre as canções, melodias bem interessantes, capazes de ficar na mente do ouvinte na primeira audição. 


A primeira canção do disco, "March To Hell" exibe cavalgadas nos riffs de guitarra, e refrão cativante, contando com um arranjo relativamente simples, porém com uma enorme sagacidade na composição da melodia. A "Silent Streets", - em opinião própria, o ponto alto do disco - possui um arranjo mais elaborado, sem perder a capacidade de se fazer boa melodia; é válido mencionar o solo de guitarra que se encaixa de forma bem satisfatória na canção. A "Shades Of Time", faixa que encerra o EP, possui andamento mais quebrado, uma textura mais viscosa, e menos ímpeto, porém sem perder a bravura. Excelente faixa.


"March To Hell" é um excelente trabalho, e um ótimo convite para mostrar ao público do que a banda é capaz de produzir. Se eu pudesse fazer uma crítica construtiva, eu colocaria mais solos de guitarra, mas nada comprometedor. "March To Hell" garante que a Mistrust poderá fornecer um excelente escoamento para os futuros trabalhos.


Nota: 8,5

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Evisceration Blast - Ignominous Human Putrescence (EP / 2010)


Waldomiro Vitorino (Vocal / Guitarra / Baixo / Bateria programada) é o responsável pelo porradeiro frio e insensível do Evisceration Blast. O Technical Death Metal visto no EP, intitulado "Ignominous Human Putrescence", deixa qualquer ser humano embasbacado com tamanho profissionalismo. É válido lembrar que a melodia não é deixada de lado, fazendo com que os riffs de guitarra sejam facilmente lembrados após a primeira audição.

"Pestilenntial Insurgency" é a primeira canção do disco, com um andamento cadenciado e calculável, riffs bem elaborados, onde Waldomiro pronuncia friamente seus vociferamentos, criando melodia que recaem como veludo aos ouvidos.

"Ignominous Human Putrescence", segunda faixa do EP, já possui uma natureza mais agressiva e nebulosa. A canção possui riffs que lembram muito os da velha escola do Death Metal.

"Inflammatory Catharsis" encerra o EP com um gingado rítmico de notas, dando uma textura mais técnica à canção. 

"Your life end, descent to hell / We see your empty shell"

Pelo Diabo e todos os seus crocodilos, desejo ver o Evisceration Blast como uma das grandes revelações nacionais em breve. Que venham mais novidades e mais músicas prontas. Horns!

Nota: 9,6

Escala de Notas:

Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal 
Nota 9,0 - Satã está feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não chegará no inferno tocando desta maneira
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - Harmonia do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sodamned - The Loniest Loneliness (2011)


Embora o Sodamned execute um Death Metal quase tombado ao Brutal Death Metal, a natureza sombria lembra algo próximo do Black Metal. Deixando os rótulos de lado, devo deixar claro que as letras das canções estão muito amadurecidas, fazendo analogias à coisas atuais, em um contexto subjetivo. E por fim, a excelente produção do disco que deixa o trabalho impecável.

"Fear" é a canção que abre o disco de forma brutal, e bem direta. O refrão conta com um harmônico de guitarra que dá uma cara melódica ao refrão, juntamente com um vocal rasgado sobreposto. "Graveyard Of Secrets" possui mais cadenciamento com relação à faixa anterior, e com mais uso dos vocais rasgados. Um pequeno cântico no meio da canção deixa a mesma com uma textura completamente sombria, e seguido de um solo de guitarra que se encaixa perfeitamente à canção. "Tortures and Nightmares" possui efeito devastador, que conta com constantes palhetadas de guitarra, que se fixam como pano de fundo à canção. Destaque para o belo solo de guitarra. 

"Sky & Earth" intercala andamento mais quebrado, com andamento porradeiro brutal, e possui uma textura doentia. "Hope" trata-se de uma canção mais sólida no âmbito lírico, deixando a subjetividade um pouco de lado, e com passagens mais diretas, como em "You arrest me here in this empty cell / No, I don`t regret anything / I prefer stand here in this narrow cell /wich walls are built of hope!" 

"Um enigma envolto em mistério" trata-se de uma bela canção instrumental onde prevalece o cadenciamento e a melodia, com belos harmônicos de guitarra. "The Montain" trata-se de uma canção ótima e extremamente brutal, e resgatando o sentimento doentio. Em determinado momento a canção ganha andamento arrastado e com um excelente vocal gutural e rasgado enfermiço. Arrisco a dizer que se trata de uma das melhores faixas do disco. "Painted in Blue" traz novamente um conceito completamente subjetivo, permitindo o ouvinte diversas interpretações sobre canção, como passagens "And they painted blue your eyes". O refrão possui uma textura aterradora e extremamente cativante, onde o refrão é falado em espécie de cântico, ao invés de cantado. "Hanged" começa brutal e recaindo em um arranjo mais viscoso. Novamente é visto uma fala pronunciada no meio da canção, onde talvez a banda tenha adquirido uma identidade própria com tal elemento. "Ewige Widerkunft (Eternal Return)" começa de forma devastadora, e abusa dos vocais rasgados. Os acordes que finalizam a canção fazem desaparecer o sentimento morbígeno do Sodamned nesta última faixa.

O Sodamned conseguiu estabelecer de cara uma identidade própria em seu primeiro disco oficial. O Death Metal contido em "The Loniest Loneliness" possui uma ótima articulação entre as faixas, o que não deixa a banda cair na mesmisse, e com belos e notórios elementos que deixam as canções com texturas mórbidas. 

Nota 9,5

Escala de Notas:

Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do metal
nota 9,0 - Satã esta feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4, - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o inferno tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral

domingo, 22 de janeiro de 2012

Against Tolerance - Undefined (2011)


O Against Tolerance entrelaça melodia e agressividade em suas canções, que embora lembre uma agressividade recalcada em um Hardcore, este rapidamente foge do rótulo devido à elementos pessoais da banda. Em opinião própria, diria que a banda possui um direcionamento inteligente e comercial. Digo, não aquele significado vulgar de "comercial", quando os críticos meia boca querem crucificar algo/alguém. Mas me refiro a sagacidade das composições e das letras que podem facilmente conquistar uma gama de pessoas de diversos estilos.

O disco começa com a própria "Against Tolerance", com andamento e riffs bem quebrados de guitarra. A cativante "Cold Hearts", que começa com riffs mais simples e diretos ao ponto, e depois recaindo em um andamento mais quebrado e trabalhado. "The End Of History" começa de forma acústica, recaindo em um andamento mais devastador, e conta com partes mais melódicas;  um vocal limpo pela primeira vez é visto no disco, que a propósito, dá uma identidade realmente formidável ao Against Tolerance. "Welcome To The Desert Of The Real" talvez seja o ápice do disco. A canção que mereceu um video clipe, conta com passagens agressivas entrelaçadas a momentos bem melódicos, com o vocal limpo em seu refrão. 

"I Have Lost You" não mostra muitas novidades perante as belas canções como "Cold Hearts" ou "Welcome To The Desert Of The Real", embora seja uma boa canção, com belas passagens de vocal limpo. "Zarathrusta" intercala andamento porradeiro e pausado, com uma passagem mais obscura no final da canção, com uma passagem de piano e solo de guitarra cativante. "Dias Irae" trata-se de uma música mais simples, pesada e reta, com passagens interessantes em "No judge can come / Only the symptoms of humanity". "Interlude", apenas uma bela passagem de piano, para preparar o ouvinte para a "Memory and Redemption", uma canção realmente ótima, afeiçoada em um arranjo bem elaborado e mais cadenciado.  "The Blasphemous Visions Of Huckleberry Finn" conta com passagens mais melódicas, intercalado a momentos quebrados e mais pesados. Confesso que senti falta do vocal limpo nesta canção, como visto em "The End Of history" ou "Welcome To Desert Of The Real". 

"Try Again. Fail Again. Fail better." absorve andamento pausado intercalado a um andamento mais melódico com vocal limpo, o qual já estava fazendo falta. "Prelude #1", uma bela forma de se fechar um disco, com uma canção acústica e instrumental, com uma textura "southern". 

O Against Tolerance demonstra muito profissionalismo em seu primeiro Full-Lenght, e acredito que para a banda ganhar notório reconhecimento é só uma questão de tempo. Pouco tempo, a propósito. Por fim, se eu pudesse fazer uma crítica construtiva, daria lugar a mais vocais limpos nas canções do Against Tolerance, visto que este elemento de fato fornece uma identidade singular a banda.

Nota 9,5

Escala de Notas:

Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã esta feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Angry - Only Lies (EP)


Angry, banda de Thrash Metal influenciada pela velha escola do Thrash como Nuclear Assault e Kreator, executa um som bem consistente e eficiente dentro do que se propõe. "Only Lies" exibe uma bela produção, e polimento áspero, como o velho Thrash do final da década de 80. Se melhorar, estraga. "The Beginning Of Chaos" abre o EP com uma uma bela e curta canção instrumental. "Only Lies" trata-se efetivamente da primeira canção, com estrutura sistemática e andamento bem articulado e alternado, e com riffs de guitarra bem cativantes e empolgantes, como um Thrash Metal de qualidade deve ser. "Coldness Of The Soul" possui andamento mais viscoso e arrastado. "Agony", talvez para fazer juz ao nome, começa de fato mais agressiva e agonizante, com um arranjo mais elaborado e andamento quebrado. Destaque para o excelente solo de guitarra, com característica ácida. "Right", embora seja uma ótima canção, encerra o EP sem muitas surpresas, mas de forma coerente com a proposta do Angry


Parece que Diego (Baixo/Vocal), Alex (Guitarra) e Ricardo (Bateria) fizeram o dever de casa e estudaram como deveriam. O trio mostra como se faz um Thrash de verdade, sem muitas delongas. Na verdade, eu já estava sentindo falta de bandas como esta. Espero realmente ver muitos trabalhos novos e futuros do Angry por aí. Enfim, ganharam meu mérito por bravura. Mais um ponto positivo para o time brasileiro.


Nota: 9,0


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã está feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral

domingo, 15 de janeiro de 2012

Clawn - The Great Excuse To Domination (2011)


A devastação causada pela judiação sonora deste último disco do Clawn é de causar alterações degenerativas dos tímpanos. O porradeiro frio e insensível das músicas entrelaçado ao vociferamento débil de Fábio Regina (vocalista/guitarrista) nos dá uma percepção clara de porque o Clawn esta sendo tão repercutido atualmente.


"Hateful Redemption" pode causar AVC a qualquer juvenil desconhecido do bom e verdadeiro Brutal Death Metal. A canção começa com uma pequena leva de bateria, que recai rapidamente em um porradeiro bem produzido, que cai como veludo aos bons amantes de um Brutal Death Metal. A canção intercala andamentos distintos e entrelaça vocal gutural e rasgado, dando uma identidade ao Clawn, e ritmo cavalgado no término da canção. Sem piedade, "Unrelenting Need To Kill" é iniciada de forma mais reta, impura e recaindo em um andamento pausado, como artilharia de guerra. "Religious Plague", o qual mereceu até um video clipe, trata-se de algo completamente doentio e cativante. A canção se inicia com gritos, e os integrantes mal humorados do Clawn começam com um porradeiro frio e enfermiço, e logo depois mostrando em um andamento mais cadenciado e sincronizado. O cheiro de enxofre aqui é forte.


Com um riff cativante da velha escola do Death metal, começa "Disbelief", que dá sistematicamente continuidade a canção. A canção é quebrada posteriormente, com cavalgadas rítmicas como tropa que marcha em direção a guerra. "Last Hour Of Humanity" possui andamento mais melódico - porém não menos porradeiro -, cadenciado e variado. "Sinner" possui power chords jogados ao infinito enquanto tempo é dado a continuidade dos vocais, adquirindo riffs mais rápidos posteriormente enquanto "Sinner" é vociferado repetidas vezes. "Battlefield", uma música instrumental, que de fato começa com uma introdução que faz juz ao nome da canção, e com andamento pausado e ritmado, com elementos de fundo que lembra o real caos de uma guerra. "Fear The Truth" merece maior foco na bateria, que intercala diversos tempos, ora porradeiro, ora cadenciado, dando variedade rítmica a canção. "Cursed Inheritance" possui uma característica mais negro-climática. "Blessed By the Fake Light" começa com uma textura mais oldschool, posteriormente recaindo em algo que lembra vagamente o Krisiun


"Revelation Of Tormented Thoughts" possui um andamento mais arrastado no meio da música que nos dá uma sensação de poderio. "Oblivion" se distingue completamente das demais canções, com andamento completamente arrastado, tombado ao Doom Metal, com uma textura negra, e contando em sua maior parte com o vocal rasgado de Fábio, que fornece uma natureza completamente mórbida, arrematado por passagens acústicas e melódicas em seu término.


O natural frenesi contido nos integrantes do Clawn e transparecido no "The Great Excuse To Domination" pode causar esfoliação da membrana timpânica em criancinhas indefesas, mas pode soar como um sino aveludado aos verdadeiros apreciadores de Metal Extremo. Enfim, se o Clawn continuar a trilhar por este caminho, não me restarão dúvidas de que que se tornará um grande expoente do Metal, tanto em âmbito nacional quanto internacional.


Nota: 9,5


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10,0 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã está feliz por vocês
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota zero - Acidente Vascular Cerebral 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DarkTower - Retaliation (2011)


Quando eu habitava as terras da MACEDÔNIA, carregando sacos de areia e cimento, vergalhões e pedras graúdas sob sol escaldante em planícies áridas, mestre Xangai Chen Hao, senhor das montanhas, recitou palavras inesquecíveis: "Meu Filho, boca que bebe e come de tudo, nunca passarás fome".


E é exatamente disto que eu estou falando: DarkTower é uma banda que come e bebe de diversas fontes. No entanto, não basta juntar tudo e fazer uma colcha de retalho: tem que saber misturar estilos e criar harmonia com VIGOR, assim como DarkTower o faz.


ENFIM, o single "Retaliation" conta com apenas, - porém ricas -  duas canções: "Retaliation" e "Blood Down The River". A primeira canção, faixa título do single, começa em ímpeto, mantendo estrutura cadenciada entrelaçada a porradeiro, e andamento viciante. Em 1:17 recaindo em um andamento viscoso e comovente. O vocal por hora lembra Angela Gossow do Arch Enemy, entrelaçado a outro vocal que nos remete ao Peter do Vader


"Blood Down The River" começa pausada, e logo executada de forma mais devastadora, de fato, como sangue jorrando a longos despenhadeiros e tornando a água dos rios ferozes avermelhadas. A bateria reta e as palhetadas constantes são interrompidas em 0:35, para um andamento cadenciado e melódico. A canção ganha um FORMIDÁVEL vocal limpo ao final, permitindo um melhor escoamento para o término da música e para o sangue que escorre abaixo ao rio.


O DarkTower executa canções edificantes e provocadoras, e grande destaque para o polimento técnico entrelaçado à melodia, que nos diz entrelinhas que os caras tem trabalhado duro para fazer um trabalho de respeito.


Nota: 9,5


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã esta feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral

domingo, 18 de dezembro de 2011

Trator BR - Verde Amarelo Azul e Preto (2008)


O Trator BR faz um som bem interessante, com uma articulação bem razoável entre as canções, com destaque no timbre de guitarra, que faz com que o peso de um Death/Thrash soe como um sino aveludado aos ouvidos.


"Trator de Guerra Brasileiro" abre o disco com uma bela cavalgada nos riffs, com uma pegada totalmente Thrash, e bateria cadenciada. Destaque para a bela linha de contra baixo na canção. "Fogo Fátuo" inclina-se ao Death Metal, com linhas de bateria bem retas em determinados momentos. A canção "Sexta Encardida" para fazer juz ao nome, contando com uma influência Grind em determinados momentos, e vocais rasgados.


"O Dom da Visão" possui uma estrutura mais elaborada e com andamento arrastado e pausado. Em 1:51, um riff arrastado de guitarra lembra a velha escola do Death Metal, retomando o frenesi em palhetadas frenéticas e bateria reta. Diria que "O Dom da Visão" é o olho da tormenta; em opinião própria, a melhor canção do disco.  "No Comando dos Vermes" trata-se de uma música bem reta. Em determinados momentos, as notas são jogadas ao vento, enquanto a bateria come solta. "Tubarhumano" tem andamento batucado, intercalado a melodia. Destaque para o solo de guitarra, que se encaixou de forma bem saudável a canção. "Faca Amolada" de fato se trata de uma faca amolada para o disco, pois se trata de uma canção com estrutura instrumental bem diversificada das anteriores. 


"Negação é o Princípio do Fim" possui um solo de guitarra realmente encantador e empolgante. "Matando a Sede com Urina" possui estrutura simples, porém riff viciante e vocais guturais e rasgados entrelaçados, tornando-se uma canção realmente digna de ser apreciada, e digna de se ver ao vivo. 


"Trem Descarrilhado" aumenta seu ritmo gradativamente com o tempo, o que nos remete de fato um trem descarrilhado e desgovernado que vai perdendo controle morro abaixo, assim como água e tora que desce morros descontroladamente. "Abutre Vs Chacal" encerra de forma bem natural e "tranquila", digo, nada de inovador a se esperar, com andamento inclinado ao Death. Se trata de uma boa música, que entra em ritmo frenético, acompanhado a solos curtos de guitarra.


Trator BR deixa uma percepção bem clara da sua proposta no disco: executam um Death/Thrash porradeiro e derradeiro, como BÁRBAROS cruéis que descem do norte para os campos de batalha. A pergunta que não quer calar é: quando teremos um novo álbum do Trator BR?


Nota: 8,0


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã está feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral

sábado, 17 de dezembro de 2011

Pervencer - Extermination Is Right (2011) - "Taste Your Death! Destruction Of Your Body!"


Para quem, assim como eu, curte malabarismos instrumentais à moda Necrophagist e Obscura está no lugar certo. Para quem achava que em terras brasileiras não havia guerreiros para executarem um bom Technical Death Metal, se enganou. E feio.


O EP "Extermination is Right" da banda Pervencer, começa com a canção "Destruction Of Your Body", que exibe musicalidade e técnicas entrelaçadas inigualáveis. É valido mencionar a qualidade de produção dos caras, que nos deixam cientes de tudo que está acontecendo na música. "Destruction Of Your Body" possui andamento cadenciado e solo de guitarra absurdo. Destaque para o andamento a partir de 4:05 de música. Apaixonante.


"Hipocrisy" começa de forma incerta, e mergulha em um andamento rápido e viscoso. Destaque para o vocal rasgado e doentio em "Liar! Liar! Hypocrite! Hypocrite!" A canção conta com eventuais notas soltas, que dão uma característica única a canção. Em 2:40 a canção se torna um porradeiro técnico sem igual, seguido de um sweep estupendo.


"The Real Nightmare" possui um andamento mais arrastado. Destaque para o contra baixo em 0:35. "Disease" lembra um pouco mais a velha escola do Death Metal, e possui andamento mais sistemático e quebrado. 


Por fim, é inegável que todos os membros do Pervencer possuem talento de sobra, afinal, Technical Death Metal não é para qualquer um. Eu aposto no sucesso do Pervencer e na sagacidade da banda para fazer música. Trata-se de um grupo que tem de tudo para crescer, e muito.


Nota: 8,8


Escala de Notas: 


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã está feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente 
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral

Unearthly - Flagellum Dei (2011): "Baptized in Blood! I Matched to War!"


Eis que estava chegando em casa, feliz e contente, quando senti um leve cheiro de ENXOFRE. Então escuto a voz da minha mãe dizendo: "Meu FILHO, seus lindos CDs do Uneartlhy chegaram!" E logo saí correndo feliz e SALTITANTE, desengonçado, como criança que caminha em campos formosos.


Enfim, deixando a pasmaçeira de lado, "Flagellum Dei" do Uneratlhy é de TREMER BOQUINHA. Enfim, a primeira canção, "7.62", começa com uma linda passagem acústica, e recaindo em porradeiro que abre o disco com VIGOR, e riff de guitarra viciante. "Baptized in Blood" possui um andamento mais viscoso, por ora brutal. O trecho "Baptized in Blood/I matched to war/in the name of God/and my insanity" é doentio e maravilhoso. A canção conta com um riff extremamente arrastado de guitarra. Apaixonante.


"Flagellum" começa com uma andamento de bateria e riffs que mais lembra uma artilharia de guerra. Com um andamento mais pausado, destaque para a bateria devastadora. "Black Sun" começa somente com a bateria, possui um andamento mais cadenciado, e Felipe Eregion eleva sua voz em "From Hell and back/Under the black sun" como cavalheiro que emerge em meio a campo de batalha. "Osmotic Haeresis" começa mais porradeiro, porém ganha cadenciamento com belas cavalgadas nos riffs de guitarra. A música trata-se basicamente de quem não possui religião e não acredita em nenhum Deus, portanto, aquele que nasceu e permanece herético.


"My Fault" possui uma melodia notória, e um solo de guitarra relevante e com profissionalismo. No refrão podemos contar com uma espécie de técnica "tapping", seguidos de power chords que ecoam ao infinito, que de fato dão uma estrutura bem característica para canção. "Eye For an Eye" habita em uma esfera agressiva, liricamente falando, quando Eregion pronuncia com ódio singular "Death by death/Anti-God rise up". A canção ganha andamento mais arrastado, como soldados que enfretam tempestades de neve em meio ao caminho, sendo encerrado com belos "sweeps" de guitarra. 


"Lords Of All Battles" conta com elementos bem distintos vistos até então; uma linha de palhetadas constituem harmonia de fundo, intercalados a riffs cavalgados. Um solo de guitarra é executado de forma estupenda. Para quebrar o gelo "Limbus" trata-se de um instrumental, com natureza sinistra, para a sucessora "Insurgency". "Insurgency" possui extremo ímpeto, com andamento pausado, e com maior articulação instrumental entre os riffs. O álbum encerra-se com a mesma linda passagem acústica encontrada no começo do disco, com uns toques acrescentados, como cavalheiros de guerra que retornam exaustos para casa.


Para quem ainda tinha alguma dúvida sobre o Unearthly ser um dos grandes expoentes do atual Black/Death, essa dúvida acaba de ser dissipada com "Flagellum Dei".


Nota: 9,5


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã esta feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral

SuperSonic Brewer - Broken Bones (2011): "Last call to the Hell !!"


A temperatura aqui em baixo é de 200º, mas a sensação térmica é de 666º.


O Supersonic Brewer executa um Thrash/Death com um ímpeto absurdo. O vocal lembra um pouco a velha escola do Death, algo na mesma natureza de Obituary na fase "Slowly We Rot". Já o instrumental segue outra vertente, algo totalmente tombado a um Thrash Metal, com riffs empolgantes e sem LENGALENGAS.


A devastação sonora começa com "Last Call", uma música de textura ácida, bateria cadenciada, contendo toda uma estrutura para literalmente "quebrar ossos" em um show ao vivo. Destaque para o solo de guitarra absurdo no final da canção, bem à moda Zakk Wylde. "Extermination" possui um gingado de bateria que lembra "Territory" do Sepultura, e com passagens fortíssimas, como "Do you understand all this shit that are happening?/Everyone are going to rot, dissappear." Gostaria de frisar que as comparações são apenas a títulos de comparação, mas o Supersonic Brewer possui personalidade de sobra.


"Illusion" de fato só serve para criar uma ilusão no ouvinte de que a banda irá mudar o ritmo das músicas anteriores, mas recai no mesmo estilo empolgante, porém sem cair na mesmisse. Eu arrisco a dizer que, entrelinhas, há uma influência Stoner Rock nas músicas do SuperSonic Brewer.


"Ready for Another Binge" serve de trilha sonora para pegar seu carango V8 e viajar sem destino, com estoque ilimitado de Heineken na mala. Enfim, aqui a canção de fato ganha um andamento mais arrastado, e tombado ao Stoner. Nunca imaginei que de fato um estilo assim entraria em perfeita harmonia com o vocal DOENTIO de Vini Durli.


"Dead Men Make No Shadow" é uma música nervosa, podendo causar graves degenerações TIMPÂNICAS aos desavisados. Rodrigo Fiorini ou Maurício Menegoto ainda não satisfeitos, exibem magníficos solos de guitarra. A música ganha um andamento mais arrastado em um determinado momento, com um timbre de guitarra que lembra o álbum "Severed Survival" do Autopsy.


Em "Blood Washed Hands" a canção ganha um estilo mais Southern Rock. "Destruction Overtruck" tem uma característica mais áspera, o verdadeiro olho da tormenta do disco, em opinião própria. Uma música perfeita para encerrar um show, onde pode-se prolongar a canção de forma a permitir um dos guitarristas a improvisarem solos, enquanto o público metaleiro vai à loucura.


"Society In Ruins" fecha o disco com andamento oscilante, onde Vini Durli abusa do vocal rasgado, parecendo estar com o ENCOSTO. Uma canção realmente linda.


Sem mais delongas, esta é a primeira vez que vejo tantas influências em apenas uma banda; um mix de estilos que faz sentido. O Supersonic Brewer ainda encontra-se em posição desprivilegiada dentro do mercado musical, como um barril de pólvora: até alguém descobri-los e explodirem em âmbito nacional e internacional.


Nota 9,0


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã esta feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nightwish - Imaginaerum (2011)


Grandioso. Palavra que define o novo álbum do Nightwish, diferentemente do seu antencessor, "Dark Pasion Play", o qual parece ter sido feito nas COXAS, com intuito apenas de mostrar ao mundo que a banda continuava na ativa. O "Imaginaerum" é um dos álbuns mais bem pensados, onde todas as canções fazem uma conexão entre si. 

Na primeira canção temos uma caixinha de música como base para o vocal do Marco, que vem crescendo gradualmente com corais e flautas. Imprissonante como o Tuomas (principal compositor) consegue executar tantas coisas em apenas 2:36 minutos de música, que logo se entrelaça com a "Storytime". "Storytime" não é ruim, apenas NÃO traz inovação. Essa música é bem a receita que o Nigthwish tem trazido durante todos esses anos de banda. Com o timbre bem agudo e sujo, característico do Empuu (guitarrista), é uma música que sozinha não traz nada de interessante, mas se encaixa bem no contexto do álbum. 

A introdução de "Ghost River" é a prévia de uma música que se trata realmente de peso, bem ao estilo Nightwish; a exuberância aqui é a Anette que se ocupa de seu lugar como vocalista definitiva. A linha de vocal é bem elaborada, explorando vocais rasgados do Marco, contando como um grande diferencial da banda desde o Century Child. Depois da tempestade, chega a bonança "Slow, Love, Slow", que vem para acalmar e recuperar os ouvidos alheios, com riff de piano, vocal calmoso, e solo de guitarra e timbre límpidos, embora Emppu dê algumas "fritadas" em timbre limpo deixando a música demasiada estranha em alguns momentos. Há muitos elementos aqui, e quase todos funcionam. A canção termina com acordes distorcidos, trompete, e um "tic tac" exótico, bem à moda do Tuomas. 

"I Want My Tears Back" se trata de uma das melhores músicas, cativando o ouvinte nos primeiros segundos com os berros de Marco e Anette. Ela possui um trecho que mais lembra ser um violino ou gaita de foles ou WHATEVER, que lindamente antecede o pré-refrão cantado pelo Marco em primeiro momento, e Anette posteriormente, em perfeita harmonia. Emppu sola com aquela pegada celta e timbre alucinante. "Scaretale" possui coro JUVENIL, piano, e pedal duplo devastador. Destaque para guitarra com um riff notoriamente pesado. É valido lembrar que toda essa mistura funciona. 

"Arabusque" trata-se de um instrumental com bastate orquestra coral e umas batucadas que funcionam. "Turn Loose The Marmaids" é a canção de ninar obrigatória (risos): piano, flautas e voz. É basicamente disso que se trata, com destaque no refrão, e no final da canção, que ganha um toque mais, digamos, animado. "Rest Calm" inicia mais pesada com Marco, onde se dedica a maior parte da canção, e oscila com Anette em uma linha mais calma. "The Croe, The Owl And The Dove", começa com um violão lindíssimo, e possui cadência interessante, com arranjo inteligente. 

"Last Ride Of The Day", com o 'selo Nightwish' de criação, possui guitarra bem suja e uma introdução com teclados. O refrão, bem elaborado, combinam voz e instrumentos, que caminham em paralelo. Um teclado como pano de fundo em harmonia com o vocal faz toda a diferença. Destaque também para o solo virtuoso de Emppu. "Song Of Myself" é uma música longa para os padrões da banda (13:38). Mas a partir dos 07:00 cai na mesmisse. O álbum termina com a música "Imaginaerum", um instrumental de 6:18 minutos, todo orquestrado com vários elementos que música bonita pode ter, que finaliza o disco de forma, como havia dito aqui no começo, grandiosa. Ainda arrisco a dizer que será trilha do filme que está sendo produzido pelo grupo.

Acredito que "Imaginaerum" vá se tornar clássico dentro de algum tempo, pois é algo que se encontra dentro do contexto esperado por uma banda como o Nightwish, e certamente Tuomas está extremamente satisfeito com essas treze ilustres faixas. 

Nota: 8,5

Escala de Notas:

Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Promissor
Nota 8,0 - Satã está feliz por você
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado 
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral


Resenha por Vitor de Oliveira.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hugin Munin - Ten Thousand Spears For Ten Thousand Gods (2011)


Hugin Munin, horda de bárbaros da baixada santista, responsável por um som com diversas influências (Death Metal, Black Metal, Thrash Metal e Metal Melódico); no entanto, o objetivo musical desses bárbaros é tão preciso quanto uma mira de SNIPER. "Ten Thousand Spears For Ten Thousand Gods" é o nome do Full-Lenght ainda lançado este ano, que exibe consistência e musicalidade cativante.


A primeira faixa do álbum, "Hugin Munin" demonstra bateria cadenciada, e constantes palhetadas responsáveis por dar arremate melódico na canção. O vocal rasgado/gutural de 'Surt' é apaixonante e viciante. "Warbound" exibe um ar mais melancólico, com um andamento mais tombado no Black Metal, ao meu ver. Embora em um determinado momento, há uma elevação do vocal juntamente com uma melodia inspiradora, que mais lembra um guerreiro ressurgindo em meio à um campo de batalha que fora aparentemente abatido. Perfeito. 


A terceira canção desta obra, trata-se de "Down to Niflheim", com um andamento robusto e bem arrastado. "Hel" trata-se de uma canção instrumental mórbida, e uma introdução para a música tema "Ten Thousand Spears For Ten Thousand Gods", exatamente o olho da tormenta do disco, intercalando linhas melódicas arrastadas e porradeiro. 


É incrível como o instrumental deste disco consegue fazer uma analogia perfeita à letra da canção. "Once In The Grave", como o próprio nome sugere, trata-se de uma canção com muitos elementos de Death Metal Oldschool, que condiz perfeitamente com o nome da canção. Em 1:53 a música encorpora um andamento que provoca ENLEVO e encanto. Êxtase. FORMIDÁVEL.


"Death Or Glory" resgata um sentimento de vitória e poder, com andamento ritmado e simplório. "The Raven Clan" recai em um sentimento mais indeciso, demonstrando sentimento de coragem entrelaçado a constantes palhetadas de guitarra que nos traz sentimento morbígero, como tropa que cavalga para batalha sem saber se haverá retorno. Destaque para o estupendo solo de guitarra em 5:00.


"Swords Speaks Louder Than Word", exibe nos primeiros segundos sentimento NEGRO. Há um vocal extremamente gutural por trás em determinados trechos, capaz de despertar ódio. Sem contar a bateria comendo solto em determinado momentos. Excelente. A música recai em momento mais melódico, onde a guitarra exibe solos em meio a sweeps, e retornando ao andamento brutal antes de ser finalizada.


"Ring of the Nibelung" intercala diversos momentos e ritmos, afinal trata-se de uma canção bem longa; música com capacidade alucinógena. 


Enfim, o Hugin Munin ganhou meu mérito por bravura. 


Nota: 9,5


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Promissor
Nota 8,0 - Satã está feliz por você
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular cerebral