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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Edson Graseffi: Thrash, Paixão & Honra



O Polêmico Rock bateu um papo com Edson Graseffi, atual baterista do Panzer,  e de grande influência da cena nacional, que iniciou sua carreira no final dos anos oitenta. Para quem conhece ou esteve próximo aos trabalhos do Edson, ao longo dos anos, torna-se inegável o furor deste músico pela paixão persistente e impactante em prol da cena nacional. Nesta matéria especial, você fica por dentro dos detalhes, e dos momentos divertidos e difíceis da carreira de um músico. Enjoy!

Polêmico Rock - Horns! Imenso prazer tê-lo novamente aqui Edson! Tivemos um contato inicial ainda quando você se encontrava no Reviolence, e sou imensamente grato de ter mantido este laço de amizade com vossa pessoa.

Edson Graseffi - Fala Plínio, e leitores de Polêmico Rock, prazer é meu em poder estar mais uma vez aqui falando com você sobre meu trabalho. Fico realmente agradecido pelo espaço que esta sendo aberto para divulgar meu trabalho como baterista e o trabalho do Panzer.

Polêmico Rock - Sua carreira começa basicamente no final dos anos 80. Primeiramente, vamos voltar um pouco no tempo, e nos fale um pouco da cena Thrash daquela época, tanto a cena internacional como nacional, e nos fale um pouco da sua banda Punch, ou alguma outra que você veio a manter um contato inicial como músico.

Edson Graseffi - Falar disso é uma grande viagem no passado, pois o mundo esta realmente diferente em muitos aspectos. Bem, naquele tempo tudo era novo para nós que curtíamos som pesado. O inicio, o contato inicial com esse tipo de música era muito difícil, existiam poucos “rockeiros pauleira” que não abriam muita informação para quem estava começando. Isso acontecia pelo menos na cidade onde eu vivia, no interior de São Paulo. O acesso a discos e revistas era quase impossível, então a gente conseguia trocar fitas K7 gravadas com os amigos e conhecíamos bandas novas a partir desse caminho. Existia também a revista Rock Brigade que na época era um zine xerocado com capa colorida, aquilo era a bíblia dos moleques na época, e eu mesmo conheci muitas bandas através dali. O mais louco é que você lia sobre a banda, e não ouvia o som porque ninguém tinha acesso a discos. Não posso esquecer também do programa “Sessão Rockambole”, que rolava na 97 FM. Quem tinha sorte como eu de poder ouvir todo domingo as 15:00 tinha acesso a bandas que estavam começando a despontar, e particularmente conheci muitas bandas - que hoje são clássicas - lançando seus primeiros álbuns através deste programa, apresentado pelo “ Capitão de Aço Beto Peninha” . E como você perguntou da cena Thrash, cara, tudo era novo, tudo estava sendo feito, o Metallica era o máximo que uma banda Thrash poderia ser, diferente de hoje que uma pá de gente detonam os caras. O Metallica era o herói da molecada da época. Me lembro de quando saiu o “Master of Puppets”, eu tinha um amigo chamado Gugu, ele tinha mais grana que todo mundo, então conseguiu encomendar um LP importado, quando esse disco chegou tinha romaria de moleques cabeludos na casa dele para ouvir o disco. E é claro que existia o Slayer, Anthrax, etc. Mas o Metallica parecia soberano.

Em relação a cena brasileira tudo estava se iniciando. Em 86 e 87 foram anos que trouxeram bons discos para nosso cenário; a coisa estava acontecendo e não tinha muito esse lance de divisão de estilos, Thrash, ou Death Metal, ora Heavy tradicional, todo mundo curtia tudo que era pesado. Eu ouvia Dorsal Atlântica, Vodu, Viper, da mesma forma que ouvia Iron Maiden, Ozzy, AC/DC, Motorhead, Manowar, e bandas muito pequenas na época como Agent Steel, Tyrant e Savage Grace, etc. Existia uma relutância com os intitulados “posers”, bandas americanas de Hard, que décadas depois todos viram que eram bandas ótimas e com grandes músicos. Isso tudo, esse radicalismo e ao mesmo tempo, a liberdade de curtir vários segmentos do Metal sem preconceito, faziam parte de ingenuidade da época, mas eu acredito que foi o que transformou os anos 80 em algo que não se esquece.  Eu vivia no interior de SP, então não participei de coisas que aconteceram na capital, tipo praça do Rock ou shows no Rainbow Bar. Mas vivi a cena que rolava no interior, bandos de cabeludos andando juntos a noite, falando de som e fazendo arruaça, todo mundo com um visual muito carregado porque isso sempre foi uma característica dos ‘bangers’ do interior de SP. Eu sei que em SP existiam os atritos entre gangs de bairro, mas onde eu morava, andávamos com Punks, Psycho Billies, Hardcores, tinha de tudo onde eu morava. Havíamos crescido juntos, pois a molecada era toda da escola, depois cada um acabou migrando para sua tribo, mas íamos aos mesmos shows, curtíamos os mesmos “sons”, que eram festas underground regadas a goró barato (pinga). Fazíamos ‘circle pits’ juntos nos shows, era foda!!  Acho que isso influenciou meu gosto musical também, através de amigos, tive acesso a sons de bandas de HC finlandês, a bandas Punk , bandas de pós punk, Psychobilly, foi um momento legal para conhecer muitas coisas.

Sobre minhas primeiras bandas, a primeira foi o Hefestos, que tinha meu irmão Paulo como baixista e vocal. Ela surgiu entre 87 e 88, tocávamos Heavy tradicional na linha do Iron Maiden. Ela foi muito importante na minha carreira porque foi onde eu aprendi a tocar em uma banda, trabalhar em grupo, aceitar ideias e opinar. Nós éramos uma boa banda e talvez tivéssemos tornado maiores se tivéssemos tido apoio. Eu vejo muitas bandas hoje que são consideradas ‘cult’, que trilharam o mesmo caminho que o Hefestos, mas nós vivíamos no interior então só ficamos conhecidos ali na época. Quando ela acabou, queríamos tocar Thrash Metal. Como todo garoto, você quer fazer cada vez mais som porrada e ser mais barulhento. Nós conhecemos na época o Marcello Ivanov, que foi guitarrista do Exxon. Formamos o Punch, atual trio que tocava Thrash e fizemos muitos shows até 1990. Logo em seguida essa banda também acabou, e eu e meu irmão em 1991 montamos a banda que nós queríamos que desse certo, o Panzer. O Panzer começou bem underground, sem recurso algum. A primeira demo foi gravada em um tape deck tosco, em fita K7, com áudio captado de um ensaio. Eu tenho isso guardado e um dia talvez eu libere. Posteriormente a coisa foi se ajeitando para nós na vida pessoal e eu e meu irmão resolvemos trazer a banda para SP, para ela crescer e foi assim que entramos na cena da capital, sem ninguém nunca ter ouvido falar na gente.

Polêmico Rock - Você comentou da revista Rock Brigade, e sobre crescer com o Panzer, e eu lhe pergunto: como foi ter sua banda, posteriormente, nas páginas da Rock Brigade?

Edson Graseffi - Cara, aquilo foi uma grande realização pessoal. Talvez hoje as revistas não tenham mais a mesma importância daquela época, então talvez isso que vá dizer pareça meio sem sentido para quem não viveu naquela época. Mas você imagina um moleque que viu um zine virar revista, e depois ter sua própria banda entrevistada por aqueles jornalistas, ver sua foto com os caras da banda estampada naquelas páginas foi de grande valia. A sensação foi a mesma quando o Jaji da Metal Gods, entrevistou o Panzer e fomos matéria de capa. Muita gente não sabe quem foi ele hoje em dia, e infelizmente como tudo neste país, a memória do Metal esta se perdendo, mas para nós que vivemos aqueles dias sabemos também a importância do Jaji naquela cena toda.

Polêmico Rock - Acredito que uma das grandes curiosidades dos fãs é saber o quão dificultoso é uma carreira inicial de um músico. Sabemos que no geral, é extremamente difícil, mas as vezes não sabemos ao intensidade disto. Lembro-me de uma entrevista com o Krisiun na revista Zero, sobre o Max Kolesne mencionando sobre carregar os acessórios de bateria em um ônibus lotado. Me fale um pouco disto, como é ter uma banda e ter um trabalho paralelo ao mesmo tempo, gastar o pouco dinheiro que se tem para promover os discos da banda, ou fazer turnê economizando centavos.

Edson Graseffi  - Era difícil pra caralho. Neste aspecto, os anos 80 foram osso. Não havia instrumentos musicais bons por preço razoável, e só se poderia tocar com algo descente quem tivesse uma grana, o que não era meu caso. Então tudo se tornava bem complicado para bandas como a nossa, que não tínhamos dinheiro, apoio, contatos e não estávamos próximos à cena de SP da época. Como você disse, tínhamos trabalho paralelo para levar, nenhuma grana para investir, preconceito por parte da escola, por ter cabelo comprido e visual. Eu também não tinha carro e andei muito de ônibus carregando pratos, caixa, pedais, etc. Lembro que eu e meu irmão morávamos bem longe de tudo, então andávamos muito até poder pegar um ônibus. Nós íamos trocando os instrumentos, um de cada vez, carregando o mais pesado, para conseguir andar toda aquela distância sem se machucar, muitas vezes inclusive debaixo de chuva. O começo não foi fácil.

Polêmico Rock - Você ainda possui algum trabalho paralelo à banda, ou hoje consegue viver exclusivamente da música?

Edson Graseffi  - Eu sempre estou envolvido com alguma coisa paralela, isso é saudável para poder experimentar outras formas de tocar som pesado. Veja só, eu disse som pesado. Portanto, você nunca irá me ver tocando outro estilo que não seja musica pesada ou que não seja ligado ao Rock n Roll. Sou um baterista de Rock e assim me sinto feliz. Hoje eu toco em uma outra banda também, que se chama Aqualung. É uma banda que toca Classic Rock , onde eu toco e canto, o que é uma experiência realmente diferente para um baterista. Tenho desenvolvido recentemente esta coisa de cantar e tocar, tem sido uma ótima experiência pois você tem que se redescobrir como baterista. Quanto a viver de música, talvez eu possa dizer que sim, trabalho paralelamente com instrumentos musicais, então de certa forma estou ligado a coisa toda o tempo inteiro.

Polêmico Rock - O que você pode nos contar sobre o Panzer nos anos 90? Lembro-me de vê-los em críticas e reviews da época.

Edson Graseffi  - O Panzer trilhou um caminho de crescimento durante os anos 90. Como disse acima, no inicio da década éramos uma banda desconhecida, trabalhamos muito para termos nosso lugar ao sol e conseguimos. Com o lançamento dosdiscos, “Inside” e” The Strongest” a banda se firmou no cenário brasileiro e participamos de vários festivais bacanas da época. Surgimos em meio a explosão do melódico, demos um grande foda-se para toda aquela “cena panela”  do melódico e seguimos em frente acreditando no nosso som. Fomos uma das poucas bandas que se assumiram Thrash Metal naquela época, todo mundo queria ser melódico e ter o cabelo bonito e tocar a velocidade da luz. Nós aparecemos fazendo o inverso, caminhando sozinhos e fora da moda  e acredito que isso nos deu credibilidade no meio da cena. Realmente toda mídia especializada daqui e do exterior abriu os olhos para o que estávamos fazendo, os shows estavam lotando , estávamos tocando em programas de radio importantes , na 89 FM, Brasil 2000, fizemos o vídeo clipe, tour pelo nordeste, o CD passou a ser distribuído pela Century Media, e um selo japonês começou a distribuir nosso material por lá. Devido a tudo isso, passei a ter endorser de algumas marcas e começamos a sair em matérias de capa em varias revistas. A banda estava muito bem naquele momento tocando em eventos juntos com nomes que já eram de peso e hoje são muito grandes. Foi um ótimo momento e um alicerce sólido para podermos voltar hoje.


Polêmico Rock - O que houve exatamente para o término, ou congelamento do Panzer?

Edson Graseffi  - Talvez a falta de maturidade por parte de todos dentro da banda, para entenderem o Panzer como entendemos hoje. Mas eu acho que esse lance naquele momento e esses 10 anos entre o fim da banda e nossa volta, foram importantes para que ela voltasse no formato que voltou hoje. Hoje, comigo e com o André mega seguros do que estamos fazendo, brothers e trabalhando para um bem comum. Isso proporciona segurança para os nossos dois novos membros, o Rafael e o DM e transforma o Panzer de hoje em uma das melhores formações que já tivemos.

Polêmico Rock - Hoje, como se encontra essa “ascensão” do Panzer? Nos anos 90, vocês chegaram a distribuir os discos lá fora. Você saberia me dizer como esta essa receptividade hoje em terras estrangeiras? O single “Rising”, representa justamente esta ascensão?

Edson Graseffi  - Tem sido muito bom até aqui, entramos em playlists de rádios dos EUA e Polônia. Saíram algumas resenhas super positivas também na Europa , mas ainda existe um grande preconcieto dos gringos, principalmente dos sites Europeus em resenhar material que não seja lançado em CD e que seja enviado pelo correio. Então resenhas vindas de fora não foram tantas porque o single foi feito para ser distribuído pela web. Nesse ponto a mídia brasileira esta a frente da Européia e tem valorizado esse formato de lançamento.

Polêmico Rock - Com relação ao Reviolence, qual foi a decisão de vocês?

Edson Graseffi  - A decisão foi minha, eu resolvi acabar com a banda e terminar com ela.

Polêmico Rock - Percebe-se que este assunto não lhe agrada muito, ou estou errado? Por mais que todos na banda tenham um objetivo de tocar determinado estilo, diga-me, o quão difícil é relacionar-se com pessoas, mesmo estando em uma banda onde todos tenham o mesmo objetivo. Em que ponto surgem as divergências?

Edson Graseffi  - Cara, não é questão de se sentir incomodado, é o fato simples de que esta banda esta morta e enterrada para mim, então não vejo muito motivo de retomar um assunto que me trouxe tantos problemas naquele período. Meu foco agora é outro e meu objetivo é apenas olhar para frente.

Polêmico Rock - Ok. Você teria alguma história bizarra ou curiosa para nos contar? Algum lugar estranho que você foi tocar, ou a oportunidade de conhecer algum músico que você era fã quando jovem?

Edson Graseffi  - Tenho que falar antes de qualquer coisa no fato de poder conhecer Dan Beehler  (ex baterista  do Exciter) pessoalmente. Ele é talvez o cara que me levou até a bateria e depois a tentar cantar e tocar. Sou mega fã confesso desse cara e conhece-lo pessoalmente e poder conversar com ele sobre isso não tem preço. Quanto a historias bizarras e locais estranhos que já toquei em 25 anos, você pode imaginar a quantidade de historias que eu tenho. Nós temos até uma piada interna dentro do Panzer que fala sobre isso. Mas de todas posso contar algumas. Certa vez estávamos tocando com o Panzer no interior de SP, no início de carreira, nós perdemos o último ônibus para voltar para SP e fomos andando a pé até a rodovia para pegar carona. Só que ninguém parava para aquele bando de cabeludos carregando instrumentos. Estava escuro, começando a chover e a coisa estava ficando feia. Até que apareceu um soldado do exercito, fardado e veio nos perguntar que banda éramos. Era um headbanger que estava servindo o exército. Contamos para ele nosso problema e ele resolveu nos ajudar. Nós nos escondemos no meio do mato e ele parou um ônibus, afinal ele era soldado. Quando o ônibus abriu a porta nos saímos de dentro do mato, todos molhados e corremos para dentro do ônibus. O motorista teve que nos deixar entrar e conseguimos voltar para casa. 

Outro caso, que aconteceu bem nos primeiros meses da banda, nós fomos tocar em uma cidade do interior onde não havia palco e sim aqueles caminhões que abrem a lateral. Até ai tudo bem, só que a bateria era eletrônica e tive que tocar com aquilo. O Panzer acabou soando como o Ministry, uma experiência bizarra.

Polêmico Rock - (risos). Quais são as bandas que você mais escutou e consequentemente te influenciou quando você era mais jovem? Qual baterista (ou quais) você gostaria de destacar?

Edson Graseffi  - Cara, eu ouvi como louco Iron Maiden, Nicko é uma grande influência no meu modo de tocar. Exciter (Dan Beehler é um alienígena), Black Sabbath, Metallica, Slayer, Kreator, King Diamond, Mercyful Fate, Motorhead, Pentagram, Metal Church, Savage Grace, Saxon, Quiet Riot, etc. Posso destacar Scott Travis e Gene Hoglan como grandes influencias na minha forma de tocar também.

Polêmico Rock - O que você acha do Sadus? Particularmente sou apaixonado nesta banda, de Steve Digiorgio.

Edson Graseffi  - Uma banda que eu gosto muito e que considero injustiçada, poderiam ter voado mais alto.

Polêmico Rock - O que você anda escutando atualmente? Alguma coisa nova, ou só os clássicos?

Edson Graseffi  - Eu não viveria sem os clássicos, sem o Saxon e Pentagram por exemplo. Mas ouço sim coisas novas, Lamb of God, Hellyeah, e bandas de stoner como Orchid fazem minha cabeça hoje também.

Polêmico Rock - Stoner é maravilhoso, como o clássico Kyuss, ou as mais novas também, como Spiritual Beggars. Enfim, eu quero lhe perguntar algo bem polêmico: O que você acha do Slipknot? Não irei criticar nem defender o grupo, mas acho que há um preconceito exagerado e desnecessário em torno d a banda. Mas o que eu gostaria de lhe perguntar, o que você acha do baterista do Slipknot, tecnicamente falando? Ele parece tocar bem. Escutei umas canções de curiosidade, depois de ver tantos “Haters” criticando-os, e o que mais me chamou a atenção foi a estrutura da bateria nas canções.

Edson Graseffi  - Cara, eu te responderia de uma outra forma no passado, mas hoje eu entendo que algumas bandas fazem parte da vida de algumas pessoas, então é preciso ter cuidado no que dizer sobre isso. Depois do dia que eu ouvi um roadie do Panzer dizer o quanto o Nirvana foi importante na vida dele, eu entendi que cada banda tem sua história ligada intimamente a vida de cada  pessoa e isso tem que ser respeitado. Voltando a história do Slipknot, particularmente eu não gosto da linha de trabalho da banda, não é o som que me agrada. Mas como baterista estou antenado em todos os bateristas que estão se destacando no meio, e o baterista deles é ótimo, e para chegar naquele nível de desempenho o cara teve que ralar muito e estudar. Então só por isso é um cara que merece meu respeito.

Polêmico Rock - Qual a sua opinião sobre os bateristas mais, digamos, Blast Beats? Pois alguns utilizam cadenciamentos, andamentos mais quebrados, e outros, especialmente no Metal Extremo, os Blast Beats. A meu ver, ambos são dotados de talento, e especialmente, amo Metal Extremo. Mas gostaria de saber sua opinião técnica sobre o assunto.

Edson Graseffi  - Eu admiro quem toca dentro dessa linha, mas não faz parte da minha escola de bateria. Acho incrível uma pessoa desenvolver aquela velocidade e dinâmica. Mas como disse, isso não se encaixa na minha forma de tocar.  Eu venho de uma escola mais clássica e a forma pesada como eu toco torna impossível esse tipo de execução. Eu, por exemplo, teria que mudar algo desenvolvido durante décadas  para poder me adaptar a técnica de blast beat, então isso acaba não fazendo sentido para mim. Uma vez, um amigo meu me disse que eu parecia aqueles  bateristas de bandas americanas dos anos 80 tocando. Hoje eu vejo isso como uma boa qualidade, com o passar dos anos transformei essas características aliadas a coisas mais modernas em meu estilo de tocar. Meus heróis ainda são Bill Ward, Tommy Aldridge, Scott Travis e por aí vai. Deixo com muito respeito os blast beats para outros bateras.

Polêmico Rock - Você ainda faz Workshops? Qual é o interesse maior dos alunos nesses Workshops? Bumbo duplo?

Edson Graseffi  - Eu já fiz vários workshops em lojas quando era endorser de uma determinada marca de pratos, mas essa coisa do endorser no Brasil é oscilante. É baseada em influência e indicação.  Como estou sem endorser de pratos agora não tenho feito workshops. Mas o maior interesse da galera ainda é nos dois bumbos, principalmente porque bateristas que realmente sabem tocar no Brasil com dois bumbos não são muitos. O próprio mercado musical e a cultura brasileira em geral são causadores dessa situação, apenas bateristas de Metal se dedicam a isso aqui.

Polêmico Rock - O que seus pais/parentes achavam de você querer seguir carreira de músico, e como eles te veem hoje? 

Edson Graseffi  - Eu venho de uma família de músicos, mas infelizmente meus pais foram a única geração que não tocou e hoje compreendo que até pela história pessoal deles, a visão que eles tinham de música nunca foi a que eu desejasse que tivessem.  Mas eles me apoiaram quando eu era moleque até onde eles puderam. Minha trajetória para a profissionalização da carreira foi solitária, nesse período eu trilhei totalmente sozinho, diferente de muita gente que tem apoio total da família. Hoje vivo da música, meus pais tem respeito pelo meu trabalho e hoje eu vejo isso como uma vitória pessoal.

Polêmico Rock - Você pretende, ou já pensou em algum dia lançar algum livro, sobre sua biografia e/ou sobre as suas experiências no/com o underground brasileiro?

Edson Graseffi  - Olha isso não é má ideia, eu nunca havia pensado nisso.  Mas a história ainda esta sendo contada, então, quem sabe em um futuro distante.

Polêmico Rock - Deixe contatos do Panzer, link de vídeos, endereço do seu site, etc.

Edson Graseffi  - Obrigado pela oportunidade da entrevista e para quem quiser conhecer o trabalho do Panzer e meu trabalho pessoal, segue os links:



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Nota de Esclarecimento

Hail!

Amigos e apreciadores do Polêmico Rock - haja vista, de péssimo gosto -, eis que venho vos dizer sobre o motivo do desaparecimento repentino de posts por aqui. Estive passando por algumas mudanças bruscas em minha vida (não tem nada a ver com mudança de sexo, antes que perguntem), onde estava reorganizando e colocando alguns projetos pessoais em prática. Portanto, o tempo tem sido algo bem escasso. Ainda que muitas coisas venham a consumir boa parte do meu tempo, não deixarei as atividades do Polêmico morrer. Portanto, venho anunciar o renascimento deste site fudido e fedido. Pode ser que o mesmo frenesi de postagens não se repita por enquanto, mas vocês irão curtir alguns bons conteúdos - ou não - por aqui, a partir de hoje.

Horns! 

sábado, 21 de julho de 2012

Ganhadores da Promoção "666 dias de aniversário do Polêmico Rock"


Horns up! Obrigado a todos os participantes e a todas as bandas que participaram desta empreitada! Aqui segue a lista dos dez ganhadores:


Marina Groo (CE)
Allan Costa (RJ)
Lê Camargo (SP)
Vitor de Oliveira (RJ)
Waldomiro Vitorino (SP)
Thiago Branco (RJ)
Eduardo Cavalcante (SP)
Aroldo "Vikernes" Lima (BA)
Herr Schimdt (RS)
Ben Ami Scopinho (SP)


Aos ganhadores, não se esqueçam de enviar um email ao Polêmico Rock (polemicorock@bol.com.br) com o endereço completo, e dizendo que estilo dentro do Heavy Metal mais lhe agrada, para que eu possa distribuí-los com maior precisão. E NÃO se esqueçam de me retornar um feedback, dizendo o que acharam de cada disco, em poucas linhas. Elogiem, critiquem, deêm opiniões, mas não deixem de mandar. Se caso o pacote demorar a chegar, não se surpreendam, pois vou demorar mesmo a mandar alguns discos, pois não sou RICO. Quanto as bandas, divulgarei as visualizações de página em breve. Enfim, forte abraço a todos, e mais uma vez obrigado! Horns!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma breve pesquisa sobre o Underground brasileiro com base nas declarações polêmicas de Falaschi



Acredito que muitos tenham se engajado aos badalados assuntos polêmicos envolvendo o Edu Falaschi, demonstrando sua opinião, concordando ou discordando com o tal assunto. Enfim, eu poderia me estender em um enorme texto verborrágico sobre a tal polêmica, mas ainda sim continuaria a ser a opinião de uma pessoa. Mas aqui jaz a minha opinião: independente do Edu Falaschi estar certo ou errado, perante ao underground brasileiro, a sua FORMA de expressar a opinião fede.

O grande problema das polêmicas são as generalizações, os inúmeros questionamentos que podem ser feitos, e os inúmeros pontos de vistas. Por isso, decidi fazer melhor: uma pesquisa. Portanto, nada melhor do que a opinião de quem não somente está por dentro da cena underground brasileira, mas por quem vive dela (ou nela).

Para isso, foi perguntado aos entrevistados: “Você deve ter ouvido falar sobre a polêmica envolvendo o Edu Falaschi, sobre a questão do descaso com relação ao underground brasileiro (segundo o próprio Edu). Segundo ele “O brasileiro são todos paga paus de gringo”. Você como músico, produtor, headbanger, designer, promotor de eventos, concorda com esta afirmativa? Como você enxerga o underground brasileiro hoje? Você escuta e apoia bandas nacionais? Ou melhor, você se sente apoiado, caso seja um músico?”

Vamos às respostas, e por fim, tirem suas próprias conclusões.

“O que move um fã para ouvir sua banda favorita é a vontade. Se o fã a tiver, pouco importa onde ela irá tocar. Creio que o cenário underground nunca precisou pedir esmola que nem o Sr. Edu Falaschi, ou você já viu o Krisiun ou Sepultura fazendo o mesmo? Sempre apoiei o cenário underground tanto indo quanto organizando eventos ou comprando CDs. Claro que seria hipocrisia se dissesse que grande parte das bandas que ouço são brasileiras. Mas sempre houveram espaço para ambos. Agora, o Sr. falaschi sabe como é o underground brasileiro, e acho infundado o que ele diz.” (Schmidt/Colaborador do Whiplash! e promotor de eventos)

“Concordo em termos. Mas acho que não devemos generalizar desta forma. Realmente existem pessoas que só gostam ou dão valor às bandas que vem de fora, e esquecem o trabalho de bandas nacionais, que muitas vezes não deixam a desejar em nada com relação aos gringos. Porém, existe o outro lado, aquelas pessoas que dão valor ao underground nacional, que acompanham as bandas, acreditam no trabalho e gostam. Seria mentira se eu falasse que ninguém valoriza as bandas nacionais, porém seria mentira da mesma forma falar que as bandas nacionais tem todo o apoio de todos os headbangers do Brasil. Como membro de uma banda do underground, eu sempre ouço bandas daqui, procuro material, entro em contato, sempre que posso vou aos shows. E com isso, tenho a comprovação do fato. Nós brasileiros temos bandas incríveis aqui! Metal nacional sempre! Não deixem de ir aos shows, apoiem e deem valor. Somos todos headbangers e devemos nos unir, façam a cena movimentar-se.” (Renan Ribeiro/Hatefulmurder)

“Concordo em partes. É fato que brasileiros dão mais valor a cena estrangeira (e isso não é só no Rock/Metal). Contudo, acredito que Edu Falaschi foi infeliz na maneira como tratou o assunto, generalizando-o demais. Além disso, talvez por falta de informação, ele afirmou que existem somente duas grandes bandas lá fora. Acho que ele não esta atualizado sobre o Krisiun, por exemplo, que hoje é a banda brasileira que mais nos representa no exterior. Agora, dizer que o Rock brasileiro morreu? Bom, aí eu discordo completamente. Novamente, ele se esquece de nomes sensacionais que temos aqui; o citado Krisiun, Ratos de Porão, Korzus, enfim, uma infinidade de grupos que derrubam sua afirmação. São bandas marginalizadas? Sim, mas dizer que o cenário morreu? Esta muito longe da realidade. Quanto ao modo pesado como falou na entrevista, com certeza estava em um mal dia e quis desabafar, mas exagerou.” (Blog Som Extremo)

“Infelizmente é verdade o que ele disse. Talvez muitos tenham se sentido ofendidos porque ele falou de forma bastante direta, mas realmente é verdade, o metal no Brasil ainda é muito amador, e acredito que não seja só por este fator da falta de apoio do público, mas uma série de fatores, como produtos caros e inacessíveis, impostos altos, isso já faz com que o músico que vive na Europa e/ou EUA já tenha uma vantagem absurda sobre nós. Aqui pagamos até três vezes mais pelo equipamento, fora a falta de incentivo fiscal do governo, a falta de educação musical nas escolas, passagens e transporte de bandas aqui é muito caro. Fora o Hangar, nenhuma banda tem um tour bus, e nenhuma agência que faz tour aqui no Brasil possui um, isso também é um fator que encarece mais os eventos  e que inviabilizam que muitas pessoas/cidades recebam um determinado show. Enfim, não tem como dizer que é culpa apenas de uma coisa, mas sim uma gama de coisas que envolvem o universo de um show ou de uma banda, aqui ainda estamos muito atrasados. Mas como brasileiro, aprendi a nunca desistir, por isso continuo acreditando que podemos sim mudar tudo e fazer as coisas crescerem e aparecerem como devem ser, por isso sempre vou aos shows, compro CDs e camisa das bandas e procuro sempre que posso numa entrevista ou outra citar as que gosto mais.” (Felipe Eregion/Unearthly)

“Cara, eu não acho que brasileiro seja paga pau de gringo. O brasileiro é uma pessoa como qualquer outra que gosta das bandas o qual lhe agrada. Nunca vi alguém falar que gosta de algo que é ruim, mas o faz só porque se trata de uma banda de um amigo, conhecido e tal. Eu como pessoa e músico, apoio e ouço as bandas brasileiras que eu curto, mas não pelo fato de serem brasileiras, mas sim pelo fato de me agradarem. Portanto, não faz sentido eu comprar CDs e camisetas de uma banda só porque ela é brasileira. Existem muitas pessoas que apoiam meu som, mas não pelo fato de eu ser brasileiro. Existem pessoas que não gostam do meu som, foda-se. Gosto é gosto. Vou seguir em frente e fazer meu trabalho e não ficar reclamando de quem não me apoia.” (Vinicius Durli/SuperSonic Brewer)

“Cara, é complicado. O Edu foi muito incisivo nas suas declarações, ele podia ter se embasado mais nas declarações e xingado de menos. A galera que apoia e curte o trabalho do cara ficou ofendida. Mas eu concordo com o que ele quis dizer em sua essência, e muita gente entendeu errado, achando que ele queria queria que as pessoas apoiassem o Angra, Sepultura e o Almah, etc. Ele se referiu explicitamente ao underground! Ele apenas usou exemplos que estão em sua alçada. Muita gente também fala “Mas eu vou e compareço aos eventos se eu quiser, não sou obrigado. Mesmo porque as bandas que tocam no underground são ruins.” Porra, sério mesmo que vocês acham isso? É impossível você não encontrar uma banda boa sequer na sua cidade ou estado, ou até mesmo outros estados brasileiros. O nível não é baixo, e os impulsos criacionais estão em alta. Como eu comentei uma vez: o underground hoje tem muita qualidade, o público é exigente. Se fizermos algo sem um nível adequado para se encaixar nos padrões, cai por terra. Mas eu ainda acho que a galera fala demais e comparece de menos. As vezes vejo eventos no facebook contabilizando quatrocentos pessoas, e na hora batem menos de cento e cinquenta pessoas. Os eventos não são caros, e a música esta longe de ser ruim. Não importa de onde você seja, em todas as regiões do Brasil existem ótimas bandas, com muita qualidade. Falo isso pois conheço. Então dê um pouco de valor para o que a galera esta fazendo perto da sua casa, vai lá curtir um som de qualidade, tomar umas com os amigos e se sentir bem! Não estou dizendo para não dar valor para o que vem de fora, mas seria bom se esse reconhecimento fosse recíproco ao nacional.” (Luiz Mallet/Vociferatus)

“Não concordo com tudo que o Edu disse. Ele realmente errou, pois generalizou; Mas ele tem razão em alguns pontos sim. Ao meu ver, a cena realmente precisa de mais profissionalismo e apoio. Temos que batalhar por ela todos juntos, senão realmente o Metal nunca irá caminhar a passos largos; iremos sempre rodar e rodar, e nunca sairemos do lugar.” (Oscar/Red Front)

“Este tema é bastante polêmico e divide muitas opiniões. Concordo em parte com que ele falou. Acredito que produtores e organizadores de eventos valorizem muito mais (claro, por questões financeiras - visam lucrar muito!) bandas internacionais, desrespeitando e passando por cima de bandas nacionais. Sou músico underground a dez anos, e muito do que vejo são bandas ajudando bandas, todos correndo juntos afim de fazer a cena acontecer. Mas quando se chega a um determinado patamar, as coisas mudam um pouco; vira como se fosse “cada um por si”. Curto muito bandas nacionais, e muitas delas influenciaram muitas bandas internacionais. Infelizmente aqui no Brasil não se leva nada a sério, portanto é muito comum esse “êxodo” musical para o exterior. Acho que assim se fecha um ciclo vicioso: artista brasileiros buscando um lugar ao sol lá fora, já que não possuem tanto apoio aqui no Brasil, e em contramão, artista internacionais fazendo shows cada vez mais caros e assim gerando polêmicas. O underground é muito forte e movimentado, e sobrevive graças ao amor da galera (leia-se músicos e headbangers!) pelo som. Quanto a isso, acho que não pagamos pau para os gringos como o Edu falou. Mas é difícil apoiar a cena nacional enquanto rolarem muitos entraves e preferências para que bandinhas internacionais venham para o nosso país. Enfim, o amor pela cena nacional existe, porém e infelizmente o mundo em que nós headbangers vivemos é completamente diferente dos que os produtores e etc. vivem. É um choque de pensamento e postura no qual a música nacional perde, e perde feio.” (Allan Costa/Sanhaço HC)

“Bom, talvez o Edu Falaschi tenha se excedido um pouco nas críticas, mas concordo em termos com a opinião do Edu. Mas julgar o movimento underground por causa de apenas um show mal sucedido é injusto. O underground possui duas faces: a do headbanger que apoia a cena (prestigiam as bandas, compram camisas e CDs), padrão o qual eu me enquadro, e pessoas desinteressadas que pouco escutam as nossas bandas. O underground esta melhorando muito o nível e com muitas bandas novas surgindo fazendo um som de primeira, e com discos de muita qualidade e profissionalismo. Portanto, as bandas nacionais hoje não devem em nada para as gringas. Eu apoio a cena, e vejo o underground com  muita força e futuro promissor. Eu faço parte dele, e por fim, sei que minha atitude faz a diferença.” (Camila Young/Promoter do Hugin Munin)

“Não, não concordamos com a tal afirmativa do Edu Falaschi. Hoje nós enxergamos o underground brasileiro como um cenário com muitas bandas criativas, independentes da influência das bandas gringas e que estão criando algo original e lutando para vender. Como o Angry faz parte deste cenário underground, conseguimos ver muita coisa criativa deste meio. Eu escuto muitas bandas nacionais; desde as bandas nacionais antigas que me influenciaram, até as bandas de hoje em dia. Sempre procuro escutar bandas novas e quando dividimos shows com outras bandas, que como nós estão batalhando no underground, procuramos escutar o trabalho autoral deles. Nós nos sentimos bastante apoiados. Temos o nosso EP lançado e estamos divulgando nosso disco e sempre temos um retorno excelente do público, que sempre comparecem aos nossos shows, compram nossos discos e conversam com nós através de das redes sociais.” (Diego/Angry)

“Sobre essa polêmica causada pelo vocalista de metal melódico Edu Falaschi e o Angra é interessante fazermos algumas considerações iniciais. A primeira delas é a de que a citada banda jamais esteve voltada diretamente para o underground nacional e de qualquer outra parte do mundo. Este tipo de postura oportunista contribuiu e muito, segundo o nosso ponto de vista, para o distanciamento dos músicos de Heavy Metal, bem como de outras vertentes do metal, no que diz respeito ao cenário nacional. O segundo ponto é a de que Falaschi volta-se para o underground somente quando seus bajuladores de costume lhe viram as costas, como visto em declarações feitas na TV durante o festival onde dividiu o placo com Cláudia Leite, Glória entre outros (nomes que são deprimentes de se mencionar). Falaschi simplesmente reproduz de maneira artificial e oportunista, como citamos anteriormente, o que deve ter lido em algum lugar, uma queixa legítima entre os reais bangers. O underground é composto de uma grande diversidade. Existem os reais lutadores da cena, que realmente apóiam as bandas independentes de seu tamanho quando percebem que estão diante de algo novo ou com um grande conteúdo. Pessoas inocentes que ainda não conseguem conceber a dimensão em que estão metidos e é claro aqueles que só estão metidos nisso pela grana e não perdem oportunidade de tirar proveito de bandas, zines, distros e etc. Sabemos muito bem que sites de notícias boicotam certas bandas, divulgam mais outras vinculadas por motivos claramente financeiros, ou oportunizam maior destaque para bandas gringas pelo mesmo tipo de vínculo. Escutamos e apoiamos bandas nacionais com maior ênfase, as bandas brasileiras não ficam devendo em nada para as ditas “gringas” dos países onde há uma elite já consolidada. Inclusive em alguns meios de informação referentes ao metal fora do país, não é de hoje que o Brasil já fez seu nome e tradição no metal.” (Tormento e Mielikki/Brutal Morticínio)

“Concordo plenamente. Querendo ou não, os brasileiros pagam muito pau para gringos sim, sendo que o cenário nacional tem muitas bandas de nome que influenciaram o mundo todo. Portanto, as pessoas (não generalizando) deixam de enxergar isso e metem o pau ao invés de apoiar a cena brasileira, que não deixa nada a desejar para as bandas lá de fora. Na minha opinião o Brasil sempre será o país do Metal de verdade. Por isso continuamos a fazer nosso trabalho independentemente.” (Maiquel Tréssino /Supremos)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal \m/

O Polêmico Rock deseja um Feliz Natal e ótimas festas a todos os Headbangers ...


... e beba com moderação ... (ou não!)



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Morbid Angel - Incontinência Anal (2011)


Algumas coisas você precisa esperar o tempo passar, pra não sair descontando a raiva nos ouvidos ALHEIOS. Porém, o ódio continua. Como um fã de Morbid Angel, a raiva não passou. Enfim. Illud Divinus Insanus não tem nada de divino, e muito menos de insano. Parece que David Vincent quis revolucionar o modo de escrever música: com o CU. Pela capa, que lembra o Covenant, terceiro álbum da banda, parece que tudo vai correr bem. Não é julgar o livro pela capa, mas se trata de Morbid Angel. Depois da introdução de "Omni Potens", vem a decepção. "Too Extreme" não tem nada de extremo. Se trata apenas de uma música eletrônica ESCROTA. Enfim, muita porcaria pra um CD só. 


O grande problema, é que as pessoas elevaram muito as expectativas, pra depois cair de cara no CHAPISCO. Óbvio. Enfim, o álbum ainda tem a "Existo Vulgore", "Nevermore", e "I am Morbid", que se tratam de músicas boas. BOAS apenas. Se o Morbid Angel tivesse lançado um EP com quatro ou cinco músicas, não teria sido essa INCONTINÊNCIA ANAL toda nos tímpanos alheios. Portanto, confesso que fiquei chateado com o rumo tomado pelo Morbid AngelENFIM. Para aqueles que tanto criticaram os últimos três álbuns da banda, e o vocalista Steve Tucker, agora pode enfiar o Illud Divinus Insanus em seus respectivos CUZES. Amém.


Nota: 2,0


Escala de Notas:


Nota 666 - Você jamais chegará aqui.
Nota 10 - Deus do Metal.
Nota 9 - Promissor.
Nota 8 - Satã esta feliz por você.
Nota 7 - Excelente.
Nota 6 - Bom.
Nota 5 - Entre "bom" e "precisa melhorar".
Nota 4 - Desce quadrado.
Nota 3 - Você NÃO conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito.
Nota 2 - Lastimável.
Nota 1 - HARMONIA do Samba.
Nota 0 - Acidente Vascular Cerebral.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Behemoth: "Caso Nergal" oficialmente encerrado


O "Caso Nergal" finalmente esta encerrado. Isso mesmo. Um velho caso envolvendo o frontman da banda de Death Metal Behemoth, em que Nergal havia rasgado uma bíblia em um dos seus shows, e logo havia sido processado por um representante religioso na Polônia, finalmente chegou ao fim. O caso aconteceu antes mesmo do vocalista do Behemoth se tratar do cancêr de leucemia, outra batalha pelo qual também conseguiu sair vitorioso. Na época, este caso havia sido encerrado, pois o tal representante religioso, segundo o juíz, estava tentando levantar votos para o partido político na época o qual ele representava, e se ele ganhasse o caso, significaria mais votos. No tribunal, outro argumento explanado a favor de Nergal, foi sobre a questão da perda de postura por parte da Igreja Católica ao longo dos anos, que faz com que a religião perca a moral frente a imposição práticas na atual sociedade.

Veja a seguir o comentário do frontman Nergal, postado recentemente em seu facebook oficial: "Queridos fãs, o tribunal de Gdynia definiu que não será possível definir qualquer limitação em representações artísticas. Portanto, eu não sou culpado. Estou grato por ver que a inteligência venceu o fanatismo religioso. Esta batalha esta vencida, mas a guerra continua. Hail Satan!"

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Unholy Sermon: Competência para construir um legado promissor


Nos dias atuais, a evolução tecnológica aliada à solidez e à paixão pelo Heavy Metal em geral, facilitou uma exposição maior de trabalhos para as pessoas ao redor do globo. Além da internet, meio de comunicação pelo qual facilita exponencialmente o fluxo e a divulgação dos trabalhos dessas bandas, há a questão dos softwares e equipamentos em geral, que permite com que os músicos possam gravar trabalhos realmente legais em com excelente qualidade sonora. Com isso, cabe aos Headbangers e a mídia em geral, reconhecer o mérito desses músicos que suam a camisa para expor seus trabalhos.
                   
Logo, eis que lhes apresento, não menos ou mais importante deste conjunto de músicos, embora mereça uma atenção especial, o Unholy Sermon, banda proveniente da histórica cidade de Colombo, na ilha do Sri Lanka. O nome “Unholy Sermon” sugere algo bem sombrio; e é bem por aí mesmo. Fica evidente, que se trata de uma banda basicamente Black/Death Metal. Contudo, a banda icorpora elementos de Progressive Metal e Thrash Metal. Não é a toa que banda se auto classifica como “Technical Melodic Blackned Thrash Metal”. O Unholy Sermon tem a ousadia de fazer um Black/Death Metal, engajado em vertentes de Progressive Metal, com polimento técnico. Quanto à temática, é possível encontrar músicas se tratando de diversos aspectos, como bruxaria, possessão demoníaca, queda da sociedade moderna, religião, guerras, e até mesmo músicas que retratam aspectos emocionais.

O Unholy Sermon é constituído por Arjuna Kumar (vocalista/guitarrista), Suchinta de Silva (guitarrista), Dinuk Perry (baixo/backing vocal) e Sithija Dilshan (baterista), e esta na estrada desde 2005, o qual contou com o lançamento de um EP em 2007, com o título de “Novena Of Darkness”. No entanto, o grupo conseguiu ganhar notório reconhecimento, em algumas mídias especializadas ao redor do mundo, somente com seu último álbum, intitulado “The Sacrificial Rite”, lançado em fevereiro deste ano. “The Sacrificial Rite” atingiu o rank 83/100 pelo site Lords Of Metal, e 75/100 em um site Italiano, e a música “Bleed For The Gods Of War” foi escolhida pelo Wacken 2010 a título de merchandize na Alemanha.

O novo álbum do Unholy Sermon, segundo o vocalista e guitarrista da banda Arjuna Kumar, esta previsto para sair em Janeiro de 2012. A música “Revolution”, esta que esta previsto para sair no novo álbum, e que inclusive ilustra bem a proposta do grupo, pode ser ouvida abaixo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Polêmico Rock faz aniversário!


          Salve Headbangers! O Polêmico Rock, o site/blog destinado a notícias em geral, e assuntos polêmicos que circundam o ambiente Metal, esta completando um ano de existência hoje! Gostaria de agradecer à todos que apoiaram o conteúdo do blog, seja lendo, comentando, ou mesmo escrevendo matérias, às bandas que se disponibilizaram para a entrevista, aos sites que em suas parcerias divulgam uns aos outros, enfim, pelo suporte da galera que curte o ambiente Metal, e apoiam este tipo de mídia! Obrigado galera, Stay Heavy!

          Agradecimentos especiais: Crash do Blog, Monsieur Schmidt, Vitor de Oliveira, The Ultimate Press, a10tbtv e Engines Of Torture.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Plágio de música do Angra: "Nova Era" aos embalos do Axé


          Os fãs de Heavy Metal respondem com muito entusiasmo quando um cover é feito de suas músicas prediletas por outras bandas de estilos semelhantes ou não. Mas este não é o caso aqui. Um riff da famosa música do Angra, "Nova Era", caiu nas desgraças do apimentado Axé (ou seja lá o que for), em uma música do garoto de passagem Parangolé. Depois de um belo bate boca via twitter, com destaque ao baixíssimo nível linguístico que, brado, nosso amigo Parangolé recitava, desproveniente de algum conteúdo significante, a confusão foi parar na justiça.
          Parece que, como pode ser visto no vídeo abaixo, o uso do riff na música foi  sugerido por algum elemento da produção, este, que viu o riff em uma vídeo-aula do Kiko Loureiro (guitarrista do Angra). Além da falta de atenção, parece que alguém andou ouvindo muitas músicas de Metal para aprender a se entreter com as seis cordas. No entanto, parece que a infrutífera idéia deste infeliz, este que parece ter sido impulsionado pela mágica da boa música e caindo na repugnante roda de fogo do maldito axé brasileiro, que aquece os embalados finais de semana de tantos oprimidos, agora vai render pano pra manga. 
           É lamentável ver entre as batucadas, os tambores, e as bonitas gingadas de todos aqueles garotos fortões que alegram as meninadas, um riff de uma boa música sendo estraçalhado pelo mal gosto comumente brasileiro. 



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dave Mustaine, polêmico e controverso!

          Se o Polêmico Rock tivesse que ter uma cara, esta seria a de Dave Mustaine. Um dos mais polêmicos e controversos dentre os rockstars.
          Todos sabem das belas intrigas, polêmicas, provocados pelo frontman do Megadeth, no entanto, nunca vi uma análise desses acontecimentos, exceto algumas palavras perdidas em alguns fóruns de discussão. Bom, os fatos que trouxeram o Dave aqui, vão além daquelas histórias que citam os atritos gerados entre ele, o Metallica e o Kerry King (Slayer).
          O Dave Mustaine, por natureza, é uma pessoa que nasceu pra causar polêmica, e mesmo depois de (finalmente) ter amadurecido sua relação com os ex companheiros de banda, continua à causar polêmicas.
           Como muitos sabem, o líder do Megadeth se declarou convertido, ou seja, assumiu uma posição cristã nos últimos anos. Acredito que essa atitude tenha colaborado para que seus atritos de longa data pudessem encontrar um fim, no entanto, isto consequentemente trouxe vários outros assuntos envolvendo seu nome. Coincidentemente ou não, depois de ter se convertido, a qualidade do seu som melhorou muito, e seu apego pelos fãs passou a ser demonstrado em todos os shows, coisa que não existia antes.
          Todavia, algumas atitudes, do tipo se negar a tocar com bandas anti cristãs, passou a ser um dos seus hábitos nos últimos anos. Algum problema? Talvez. Uma banda de White Metal teria o total direito de fazer isso, apesar de que, elas não o fazem. Bom, mas o Mustaine mudou, e tudo nesse mundo muda, então ele ainda está no seu direito, apesar de que é muito feio negar a tocar com tais bandas, tais bandas que provavelmente cresceram escutando Megadeth. Enfim, a coisa fica ainda pior, quando o nosso amigo Mustaine decide gravar um DVD com o Slayer no Big Four. Ok, muitos dirão que, isso é um festival, ou que o Slayer não é satânico. Mas para uma atitude tão rigorosa como a dele com aquelas bandas de Black Metal, isso acaba sendo de uma forma ou de outra, contraditório.
          Bom, a questão do Slayer não ser satânico, até faz um pouco de sentido, porque de fato ela não é. Mas é uma banda pagã, ou seja lá o que for, e lança álbuns do tipo "Deus odeia todos nós". O Dissection, cujo teve o desprazer de ter que sair do palco por vontade do Dave Mustaine, é de fato uma banda satânica. Mas o Rotting Christ, que teve a mesma decepção, não é. É uma banda equiparável à Slayer em termos de letras e profanações.
          E, ainda, há a questão do Megadeth não ser uma banda cristã de raíz, como o famoso Mortification, mas como havia dito, todos têm o direito de mudar.
         Ainda pode-se entrar na questão do próprio cristianismo. Se o cristianismo nega o preconceito, e prega que devemos ajudar os "irmãos", definitivamente o Mustaine está no caminho errado.
         O líder do Megadeth parece ter uma constante (e natural) necessidade de criar uma polêmica onde estiver. Contando que ele continue a fazer trabalhos poderosos com o Megadeth, os Headbangers irão relevar tais acontecimentos.

Dave Mustaine