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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Americano demitido por ter se recusado a usar o número 666

Um operário de uma fábrica em Dalton, no estado da Geórgia (EUA), diz que foi demitido por ter se recusado a usar o número 666, que, segundo a crença, é um símbolo que representa o diabo, de acordo com reportagem da emissora "WBSTV". Billy Hyatt entrou com um processo contra a empresa, alegando que seus direitos religiosos foram violados quando um gerente tentou forçá-lo a usar um adesivo com o número 666. Hyatt disse que sua fé o proíbe de usar o que ele chama de a "marca da besta".


Eu processaria o gerente se ele NÃO me desse o  número 666. Motivo: violação dos MEUS direitos religiosos.
Shsuahsuaushuashuahsuahsuausuashuashuashua ...
Fonte: G1

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Os Beatles destruíram o Rock’n’Roll

Atenção: A matéria abaixo foi publicada no site da revista Galileu, e reflete uma opinião do autor.



Para a maioria das pessoas, soa como loucura dizer que os Beatles destruíram o rock'n'roll. Isso acontece porque a história da música é contada por fãs, que normalmente a tratam como a história do que eles gostam, e não do que realmente aconteceu. Esses fãs tratam o mainstream como lixo cultural. Na maioria do tempo, eu concordo com eles, prefiro ouvir Louis Armstrong a Paul Whitman. Mas sei que não podemos entender a música de alguém como Armstrong a menos que entendamos o mundo em que ele vive. Além disso, todos os artistas que hoje louvamos não fugiam do mainstream, mas tentavam loucamente fazer parte dele.

Você pode até não gostar, mas, se quiser entender qualquer tipo de música popular, deve prestar atenção no que fazia sucesso. Se quiser entender o que rolava, você vai precisar falar da dança e da tecnologia. Foram eles que realmente moldaram a indústria da música desde a sua criação. E, sob essa ótica, temos como ver onde os Beatles destruíram o que era feito antes.

Antes de John, Paul, George e Ringo, a dança era a coisa mais importante na história da música. Todas as mudanças de ritmo musicais foram guiadas por pessoas que queriam novos estilos de dança. A vontade dos dançarinos era mais respeitada e ouvida que a dos próprios músicos. Vejam o twist, por exemplo. Nos Estados Unidos, ele significou o fim de todos os estilos de música anteriores. De repente, o twist permitia que você dançasse de um novo jeito quase todos os tipos de música. E os antigos estilos se transformaram em coisa de nicho, de minoria. A maioria sempre foi guiada para onde a dança a levou.

Outra coisa que guiou a história da música é a tecnologia de gravação. Hoje, quando pensamos em música, automaticamente imaginamos suas versões gravadas. Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo, o mais importante era a execução ao vivo. Até a década de 60, quase todos os bons músicos tocavam ao vivo, e as gravações eram só um registro que você levava pra casa.

Novamente, os Beatles representaram uma mudança nessa visão. Eles foram a primeira banda de sucesso a parar de fazer shows e só se importar com as gravações em estúdio. Isso teve um impacto imediato, levou as gravações a dominarem o mercado, fez as pessoas vê-las como o que havia de mais importante na música. É um processo que já estava acontecendo, mas foi com os Beatles que os shows ficaram em segundo plano.

O aspecto no qual os Beatles tiveram influência decisiva foi em tirar a dança do rock e, consequentemente, em transformar o estilo numa música exclusivamente branca. Antes dos Beatles, o rock era música de negro ou, no máximo, uma mistura. Depois deles, você pode contar nos dedos das mãos o número de estrelas negras do rock. Isso aconteceu porque, nos anos 60, a molecada a fim de dançar já começava a se interessar por outros ritmos negros, como o que vinha da gravadora Motown e outros tipos de soul. Como as bandas inglesas ainda tocavam no ritmo do velho rock'n'roll dos anos 50 e não conseguiam concorrer com os bateristas e baixistas do funk, retiraram o rock da música dançante.

O que foi uma completa surpresa, porque o rock sempre havia sido uma música para adolescentes chacoalharem o esqueleto. Depois dos Beatles, virou música para ouvir. Você não via pessoas dançando em shows dos Sex Pistols ou do Velvet Underground. No máximo pulando e chacoalhando as cabeças. Quem estava interessado em música dançante procurou outros ritmos, como a soul music, o disco e o funk.

Outra consequência disso foi que os Beatles afastaram as mulheres do rock. Nos velhos shows da década de 50, o público feminino era enorme. Também, pudera, a decisão sobre o que dançar sempre coube às mulheres. Vejam o que aconteceu com o jazz quando ele deixou de ser dançante: perdeu o público feminino.

O mesmo aconteceu com o rock depois do Beatles. É só ir a um show de punk e ver que há uma mulher para cada dez homens. Mas lembre-se, não estou dizendo que isso foi necessariamente ruim. A destruição do rock foi boa para muitas pessoas. Se você prefere a música de Woodstock ao que era tocado nos shows da década de 50, sorte sua. Agora, se você gostava mais de Chuck Berry do que do The Who, culpe os Beatles.

sábado, 27 de agosto de 2011

Sombra (Psicologia)

Sombra, em psicologia analítica, refere-se ao arquétipo que é o nosso ego mais sombrio. É, por assim dizer, a parte animalesca da personalidade humana. Para Carl Gustav Jung, esse arquétipo foi herdado das formas inferiores de vida através da longa evolução que levou ao ser humano. A sombra contém todas aquelas atividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela nos leva a nos comportarmos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, geralmente insistimos em afirmar que fomos acometidos por algo que estava além do nosso controle. Esse "algo" é a sombra, a parte primitiva da natureza do homem. Mas a sombra exerce também um outro papel, possui um aspecto positivo, uma vez que é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. Devemos tornar a nossa sombra mais clara possível.Procurando um trabalho partindo do interior para o exterior. A sombra é freqüentemente projetada em outra pessoa, que aparece ao indivíduo como negativa.


Fonte: Just Another Day in Paradise

sábado, 20 de agosto de 2011

Guitarrista mais rápido do mundo alcança 600 BPM

O estadunidense John Taylor não só é um guitarrista bom, como é o mais rápido do mundo. Ele bateu o recorde ao conseguir realizar 600 BPM (batimentos por minutos) em seu instrumento, sem quebrar a guitarra ou machucar seus dedos. 

No vídeo, ele toca “Flight of the Bumblebee”, de Rimsky-Korsakov
, em uma velocidade muito maior do que a original. Taylor começa tocando a 170 BPM, depois aumenta para 250 BPM, pula para 350, 380, 450, 500 e finalmente chega a 600 BPM. Assista:


terça-feira, 28 de junho de 2011

Polêmico Rock faz aniversário!


          Salve Headbangers! O Polêmico Rock, o site/blog destinado a notícias em geral, e assuntos polêmicos que circundam o ambiente Metal, esta completando um ano de existência hoje! Gostaria de agradecer à todos que apoiaram o conteúdo do blog, seja lendo, comentando, ou mesmo escrevendo matérias, às bandas que se disponibilizaram para a entrevista, aos sites que em suas parcerias divulgam uns aos outros, enfim, pelo suporte da galera que curte o ambiente Metal, e apoiam este tipo de mídia! Obrigado galera, Stay Heavy!

          Agradecimentos especiais: Crash do Blog, Monsieur Schmidt, Vitor de Oliveira, The Ultimate Press, a10tbtv e Engines Of Torture.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

The Iron Maidens: Bela guitarrista na Playboy Brasil

          A conceituada revista Playboy recentemente entrevistou a guitarrista Courtney Cox, considerada uma das mais belas e sexys artistas do Rock Mundial, do The Iron Maidens, único grupo feminino cover autorizado da maior banda de Heavy Metal. Após figurar em diversas revistas masculinas dos Estados Unidos, como Hustler e Playboy, Courtney “Adriana Smith” Cox está de volta às páginas da publicação coelhinha. Confira a reportagem na Playboy.



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Teologia do Espetáculo

          O texo abaixo, retirado da Carta Capital, retrata o lado obscuro da Igreja Católica, e assim como acontece com outras religiões. Parte do que se encontra no texto abaixo, pode justificar porquê a religião é tratada com tanto desprezo no Rock/Heavy Metal. Lembre-se, você leitor, que o texto aqui não se trata de fé, nem de Deus. Apenas, o questionamento de uma das organizações mais importantes do mundo.  - Plínio Alves.


          A beatificação a toque de caixa de Karol -Wojtyla, o papa João Paulo II, será celebrada em 1º de maio, meros seis anos após seu falecimento, apesar de muitas resistências dentro da própria Igreja. “Sou contra e prevejo que a história não verá com bons olhos João Paulo, que ignorou a pior crise na Igreja desde a Reforma”, disse o padre Richard McBrien, teólogo da Universidade Notre Dame de Nova York. “A beatificação de João Paulo por seu sucessor soa incestuosa e tem afinidade com o hábito de deificar os próprios ancestrais”, declarou o historiador católico Michael Walsh.
         Foi política a decisão de não esperar os habituais cinco anos para iniciar o processo, apoiar-se num “milagre” arrancado a fórceps e ignorar as objeções, em especial as fundadas nas obscuras manobras financeiras do Vaticano em sua gestão e a negativa do papa polonês a investigar e punir padres e bispos pedófilos. Principalmente o corrupto padre mexicano Marcial Maciel, líder da Legião de Cristo, que abusou de menores (inclusive dois de seus próprios filhos ilegítimos), mas manteve a boa vontade da Igreja arrecadando rios de dinheiro de milionários mexicanos, boa parte dos quais fluiu para os bolsos da Cúria Romana. O papa polonês protegeu-o até o fim e o próprio Ratzinger teve de esperar subir ao trono papal para discipliná-lo.
          Outro de seus protegidos foi o arcebispo estadunidense Paul Marcinkus, que João Paulo II promoveu à chefia do Banco do Vaticano e ao terceiro cargo mais importante na Igreja antes que se envolvesse até o pescoço no escândalo da falência do Banco Ambrosiano (do qual já fora diretor), seguido pelo assassinato disfarçado em suicídio do seu presidente, Roberto Calvi, que teria financiado a dissidência polonesa a pedido do papa. Queima de arquivo, que não se sabe se deve ser atribuída à Máfia ou a setores da própria Igreja.
           Trata-se de santificar não a duvidosa virtude de Karol Wojtyla, mas a virada conservadora que promoveu. João XXIII e Paulo VI haviam conduzido a Igreja à modernização e reaproximação com a sociedade laica e com outras igrejas e religiões-, processo subitamente freado após a morte nunca devidamente esclarecida do efêmero João Paulo I e a eleição do polonês identificado com a luta contra o comunismo. Foram congelados os debates sobre contracepção e o papel da mulher na Igreja. Quando o cardeal de Sevilha, José María Bueno, reuniu-se com ele e insistiu em que sua consciência lhe impunha insistir na questão do celibato e da escassez de sacerdotes, Wojtyla foi brutal: “E minha consciência de papa me impõe expulsar sua eminência de meu escritório”.
          Joseph Ratzinger, jovem teólogo convidado por João XXIII para participar do Concílio Vaticano II, esteve de início do lado da modernização, apoiando a revisão do celibato e do primado absoluto do papa, que defendia ainda em livros publicados nos anos 70. Elevado a cardeal- por Paulo VI em 1977, não se soube que mudasse de opinião antes de 1981, quando foi escolhido por João Paulo II para chefiar a Congregação para a Doutrina da Fé, sucessora do velho Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, para comandar a repressão à dissidência. Ratzinger decepcionou seus ex-amigos progressistas e reprimiu a Teologia da Libertação, mas satisfez seu superior e seu círculo e foi recompensado com a sucessão.
          Fora dos corredores estagnados do Vaticano, porém, os ventos continuaram a soprar. Abriu-se ainda mais o abismo entre uma Igreja cada vez mais conservadora e exigente e a sociedade civil dos países católicos, cada vez mais laica e menos interessada nas opiniões do papa sobre moral e pecado. Até 2005, as falhas morais da Igreja e seu crescente esvaziamento e irrelevância no Ocidente foram até certo ponto mascarados pelo colapso do bloco soviético e o carisma pessoal de Wojtyla. O renascimento da Igreja na Europa Oriental e o entusiasmo gerado pelas visitas de João Paulo II pelo mundo permitiam a seu círculo acreditar que estavam no caminho certo.
           Com o frio e rígido Ratzinger, as ilusões não se sustentam. Escândalos por muito tempo abafados vieram a público, mostrando que a Igreja não está à altura do que prega – em muitos casos, nem sequer à altura do que a sociedade laica considera decência comum. As tentativas do Vaticano de favorecer partidos conservadores e pressionando contra o uso de preservativos e a legalização do aborto e da união homossexual têm acabado quase sempre em fiascos humilhantes. As viagens e os pronunciamentos de Bento XVI mal atraem- uma fração do interesse e entusiasmo despertado por seu antecessor.
          O Vaticano é hostil aos exorcismos das igrejas carismáticas populares, mas sente a mesma necessidade de espetacularização. A apressada multiplicação de beatificações e canonizações tenta suprir o déficit de interesse, distribuindo santos a comunidades e grupos de interesse que não os tinham. Paulo VI fez 11 canonizações em 15 anos; João Paulo II estabeleceu um recorde histórico com 113 em 25 anos, inclusive o controvertido fundador da Opus Dei e a canonização coletiva de 25 fanáticos cristeros que lutaram contra o governo laico do México nos anos 1920 e 1930. Bento XVI fez nada menos de 34 nos primeiros seis anos. Na Páscoa, tentou reanimar o interesse dos fiéis, respondendo perguntas na televisão, cuidadosamente escolhidas. Com a beatificação de João Paulo II, pretende despender o que resta de seu capital de carisma e reunir 300 mil fiéis. Mas aos poucos esse espetáculo se banaliza.
          Não são tempos fáceis para a Igreja Católica. Foi deixada por 50 mil alemães e 53 mil austríacos em 2009 e por 180 mil alemães e 87 mil austríacos no ano seguinte. Não se trata do abandono tácito de quem simplesmente deixa de comparecer às missas, mas de pedido formal de baixa, enviado a autoridades civis de forma a encerrar o pagamento de contribuições à Igreja (1,1% da renda, até o limite de 200 euros anuais) e pesa de fato nos bolsos das paróquias e dioceses. Desde 1990, 1,78 milhão de alemães ormalizaram sua apostasia, mas o salto recente nos números está relacionado aos escândalos de pedofilia: é nas dioceses mais afetadas que o êxodo é maior.
          Em países onde a filiação formal à Igreja não tem consequências civis, o número dos que saem batendo a porta e exigem o registro formal de sua opção é menor, mas cresce explosivamente. Na Bélgica, foram 66 casos em 2008, 380 em 2009 e 1,7 mil em 2010. Em Portugal, uma comunidade criada no início de 2010 para trocar informações sobre o “desbatismo” no Facebook tem mais de 3 mil participantes, centenas dos quais já cobraram o certificado das paróquias – e, se estas o recusaram, se queixaram ao bispo. Na Argentina, a comunidade Apostasía Colectiva tem mais de 4 mil integrantes.
          Na Espanha, a Igreja, temerosa das consequências políticas da queda nas estatísticas formais sobre número de fiéis, alegou que seus livros de batismo não são arquivos sujeitos à Lei de Proteção de Dados. Conseguiu que a Suprema Corte e o Tribunal Constitucional a isentassem da obrigação de atender a tais pedidos, no mesmo país no qual outrora fazia da excomunhão a mais terrível das ameaças. Mas os -apóstatas, com ou sem certificados, são milhares. Tentaram organizar uma “procissão ateísta” e uma campanha pelo uso de preservativos na Semana Santa de 2011, proibidos pelo governo de Madri, pressionado por um abaixo— assinado- de 100 mil conservadores.
           Apesar do renascimento do fundamentalismo e do fanatismo em várias partes do mundo cristão, muçulmano e hindu, desde os anos de Ronald Reagan e João Paulo II, mais espetacularmente nos anos de Bush júnior, as últimas décadas veem crescer atitudes que vão da simples indiferença ante a religião organizada ao ateísmo militante. Em dezembro de 2010, o estudo de um grupo de matemáticos dos Estados Unidos indicou que a religião organizada tende a desaparecer até 2050 em pelo menos nove países: Austrália, Áustria, Canadá, República Tcheca, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça.
          Mesmo na arquicatólica Polônia, a frequência à Igreja caiu de 60% nos últimos dias do regime comunista para 45% nos dias de hoje. Nos EUA, as pessoas sem religião são o único grupo religioso em crescimento em todos os 50 estados. E mesmo “ter uma religião” pode não significar muita coisa além de um rótulo social para ocasiões como casamentos e funerais. Na Inglaterra e em Gales, 61% dizem que têm uma religião, mas apenas 29% se dizem religiosos. Só 48% dos 53,5% que se dizem cristãos (ou seja, 25,7% dos ingleses) acreditam que Jesus foi de fato o filho de Deus e ressuscitou dos mortos.
          Uma pesquisa Ipsos de abril de 2011 em 23 países encontrou que, em média, apenas 19% acreditam em céu e inferno (4% na França, 5% na Espanha e Alemanha, 10% no Reino Unido, 12% na Rússia, 15% no México, 21% na Itália, 28% no Brasil, 41% nos EUA). Para outros 23% a existência cessa com a morte, 26% não têm opinião, 2% acreditam no céu mas não no inferno, 7% creem em reencarnação e 23% em alguma vida após a morte que não o céu e inferno cristãos.  Na maioria dos países da Europa Ocidental, a crença definida em um Deus ou Ser Supremo varia de 18% (Suécia) a 28% (Espanha), e o ateísmo explícito, de 28% (Espanha) a 39% (França). Só a Itália destoa, com 50% de teístas e 13% de ateus (no Brasil, respectivamente, 84% e 3%).
          A opção por sistemas de crenças -pessoais “faça você mesmo” ou pela pura e simples irreligiosidade está crescendo, em que pese o fervor de organizações como a Fraternidade Muçulmana, a Opus Dei ou a Westboro Baptist Church.  Na maioria dos países ricos e em pelo menos alguns dos “emergentes”, como Rússia, Coreia do Sul, China e Argentina, caminha-se a médio prazo para sociedades nas quais não só a prática religiosa, como também a identificação formal com a religião organizada, será minoritária. Mas também parece bem possível que essas minorias se mostrem mais exaltadas do que a média dos religiosos de hoje. A aposta do Vaticano de Joseph Ratzinger parece ser em uma Igreja capaz de manter influência política (e arrecadar recursos financeiros) por meio de um rebanho pequeno, mas monolítico e militante.
           Aponta para isso a indiferença para com as defecções de setores liberais e de -esquerda da Igreja – do teólogo Hans Küng ao ex-frade Leonardo Boff – combinada com os esforços extremados para atrair dissidências pequenas, mas ferozmente hostis à modernidade laica. Um exemplo é a Fraternidade São Pio X, do falecido arcebispo Marcel Lefebvre, rompida com o Vaticano desde 1988. Para tentar reincorporar seus 500 sacerdotes e alguns milhares de fiéis, o papa Bento XVI permitiu, em 2007, a celebração da missa tridentina em latim e anulou a excomunhão de seus quatro bispos, incluindo o britânico Richard Williamson, que nega o Holocausto, defende a autenticidade dos Protocolos dos Sábios de Sião e se associa a neonazistas. Nem por isso foi acatado por esses dissidentes, que continuam a ordenar seus próprios sacerdotes e exigir que o Vaticano declare inválidas as missas vernáculas de Paulo VI celebradas desde 1969 e repudie o Concílio Vaticano II e os gestos ecumênicos em relação a outras igrejas e religiões, inclusive o judaísmo.
          Mais recentemente, Ratzinger abriu as portas a dissidentes tradicionalistas da Igreja Anglicana inconformados com a ordenação de mulheres e bênção a uniões homossexuais dentro de sua igreja, incorporando uns 900 fiéis ao custo de prejudicar o relacionamento do Vaticano com o protestantismo e o arcebispo de Canterbury – e de aceitar algumas dezenas de padres casados e com família, embora exija o celibato dos que se formaram no catolicismo. A Igreja se encolhe e a instituição que moldou a civilização ocidental pouco a pouco se transforma em uma entre muitas seitas reacionárias e intolerantes.

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